Livre aos 50!!

Você já considerou a possibilidade de parar de pintar o cabelo e exibir uma bela cabeleira branca ou cinza, com um corte descolado? Essa moda, que há alguns anos parecia algo impensável, tornou-se prática comum e constato que cada vez mais mulheres adotam o cabelo grey.

Se fazer essa escolha é uma decisão totalmente pessoal, acho fantástico podemos optar, decidir se queremos um look mais natural ou se preferimos tingir. Não haver mais a ditadura nesse sentido é um sinal dos tempos.

Sinal de que conquistamos uma liberdade de percepção: para sermos atraentes, para nos sentirmos bem não precisamos mais falsear a idade. A beleza assume a característica do seu tempo. Vejo mulheres lindíssimas, mulheres que não estão querendo “passar por mais moças”, mas que carregam seus anos com um charme inigualável. Escolhem a autenticidade, o bem-viver. Ao invés de provar algo, podemos trilhar o caminho que sentirmos ser o melhor, para cada uma de nós, sem seguir regras.

Toda pessoa busca se sentir atraente, confortável, saudável. Só que algumas vezes, essa tríade não anda junta. Já houve casos de mulheres que tiraram costelas para afinar a cintura. Os saltos altíssimos (que continuo achando lindos) são causadores de dores nas costas e nos joelhos. Passei alguns anos da minha vida adulta pendurada neles, diariamente. Hoje, sou moderada. Nos dois casos citados, a saúde e o conforto são colocados em segundo lugar em nome da beleza.

O que explica o fato de fazermos esses pequenos sacrifícios? Talvez o desejo ou a necessidade de se sentir admirada, de receber a aprovação dos outros. Nesses momentos o olhar alheio é a principal referência.

A verdade é que com o passar dos anos, ganhamos muito mais do que alguns quilos e algumas rugas: ganhamos o “direito” de fazer aquilo que NÓS achamos bonito. E o trio beleza, conforto e saúde coexiste com muito mais facilidade. Saímos com sapatilhas, roupas elegantes e confortáveis, sem ter que impressionar ninguém. Mas, podemos sair arrumadíssimas, super produzidas, se isso for nossa vontade. O que mudou? Temos a nós mesmas como referência. E isso não tem preço.

Autor: Marise Toschi

Professora e tradutora de Francês, instrutora de Being Energy. Buscadora, praticante de yoga, meditação, estudiosa de tarô e astrologia. Com +50, casada, um filho e uma cachorra mimada. Escrevo às quintas-feiras sobre espiritualidade, corpo e comportamento.

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