Corpo e Coaching

Para mim, coaching era algo do mundo coorporativo. Algo que você faz quando tem que atingir uma meta e não consegue. Ignorância minha. Existe o coaching ontológico, do ser, onde todo o trabalho é voltado para a pessoa. Não importa a meta, mas a relação dela com essa meta, pois ele visa a integração do ser: linguagem, corpo e emoção.

Trata-se de um trabalho focado. A meta é resolver a questão e dar ferramentas, tornar a pessoa capaz de caminhar sozinha. Através de conversas, de perguntas que fazem refletir e cujo objetivo é mudar o observador, a perspectiva. Mas, e o corpo? Como ele entra nessa conversa? É preciso que o coach tenha um olhar para ele, como é o caso do Sandro Mattos, bailarino, coreógrafo, professor de dança. Em uma sessão de coaching ele observa o conflito que existe quando, por exemplo, a emoção diz uma coisa e o corpo diz outra.

“Nesse caso, a gente não está SE escutando. O meu trabalho é justamente fazer com que essa pessoa esteja inteira.”

Diz ainda que, na nossa sociedade, o corpo carrega muitos tabus, muito bloqueios e que enquanto estivermos presos a esse tipo de percepção, a vida não vai fluir. “Separar a cabeça do corpo” é irreal. Somos um todo completo, intelectual, corporal, emocional.

Segundo ele, a limitação dos movimentos é algo que nos é imposto pela sociedade, televisão, etc., sem que a gente se pergunte a razão. Aceitamos sem perguntar.

“O coach é a arte das perguntas. É se perguntar sempre, não aceitar passivamente, podendo mudar o que você quiser, mudando o observador.”

Ele explica:

“Você está olhando para mim, você vê tudo que há atrás de mim. Eu não estou vendo nada. Isso não significa que não existe só porque eu não estou vendo. Não é assim, são perspectivas diferentes, cada um está observando um ângulo. Na vida, eu não sei o que é real, não sei o que é verdade. Eu conheço a minha verdade, a minha realidade. Que eu posso transformar o tempo inteiro. Ela está sempre em movimento. Assim como existem várias possibilidades, vários ângulos, eu posso ver a vida de qualquer outra maneira. Eu posso lembrar do meu passado e rever os fatos. Estou olhando o meu passado por um ângulo só. E se eu olhar meu passado por um outro ângulo? Ele vai deixar de ser verdadeiro? Não. Você só mudou o olhar.”

Ou seja, o truque é ser flexível por inteiro: na emoção, no corpo e na mente. E uma ajudinha não cai nada mal nessa hora. Para obter mais informações, clique aqui.

Autor: Marise Toschi

Professora e tradutora de Francês, instrutora de Being Energy. Buscadora, praticante de yoga, meditação, estudiosa de tarô e astrologia. Com +50, casada, um filho e uma cachorra mimada. Escrevo às quintas-feiras sobre espiritualidade, corpo e comportamento.

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