Ilusão

Carnaval é, por excelência, a festa da ilusão: As pessoas se vestem de fadas, reis, palhaços, e vivem dias completamente diferentes da rotina. Admiro isso, quem consegue se distanciar dos problemas e pular três dias com um novo alter-ego.

Não me animo com carnaval mas também tenho minhas formas de escape. Em dias como os atuais, onde só vejo mal estar e remédios na minha frente, consigo dormir e sonhar vividamente que estou na França para participar de um festival de joalheria e chocolates (!), ou em um parque tipo Disney onde há um brinquedo em que posso andar na Tardis com o Doctor (!!).

Após esses sonhos eu acordo renovada, esquecida da chatice do dia a dia.

Espero que vocês também tenham suas válvulas de escape e que quando for preciso possam fugir para uma realidade virtual melhor, e que isso as reenergizem.

Bom Feriado de Carnaval!

Carnaval

Há quem adore e quem deteste, quem já nasceu com um folião preso nas veias, esperando essa data para libertá-lo, e quem não consegue nem ouvir falar de trio elétrico. Há quem passe madrugadas nas arquibancadas cantarolando o samba das escolas que desfilam na avenida. Há quem passe as madrugadas no sofá cochilando entre uma escola e outra.

Há quem vá para as ruas no meio da multidão, há quem aproveite para esconder-se no meio do mato. Há quem acredite que, no carnaval, todas as transgressões serão perdoadas, há quem se autorize a rebaixar a própria censura e fazer o que condena no resto do ano. Há quem vá à igreja para blindar-se de todas as tentações, há quem mergulhe de cabeça em todas as tentações. Há quem se fantasie de algum personagem, e há quem se dispa de seus personagens.

Há quem está sozinho buscando um amor de carnaval, ou dois, ou mais. Há quem se faz sozinho para buscar uma paixão de carnaval, ou duas, ou mais. Há quem fique nas filas dos pedágios, dos guichês dos aeroportos, das estações rodoviárias. Há quem fique nas janelas olhando as ruas vazias, olhar distante repousando sobre o silencio.

Há quem traia e quem se sinta traído, há quem pula junto de seu amor. Há quem aproveita para por a leitura em dia, ou para assistir a todos os filmes que concorrem ao Oscar. Há quem dê plantão em pleno feriado. Há os que viajam e os que ficam em sua cidade, os que preferem ir a praia e os que gostam do interior. Há quem emende e viaje para fora do país, há quem espera que esses dias passem logo para voltarem ao trabalho.

Há neste mundo de meu Deus de tudo um pouco, há gostos e desgostos, há desfile de máscaras em Veneza, e mulheres semi nuas desfilando nos bailes da vida.

Mas há sempre Chico Buarque, eternizando o Carnaval na sua música “Noiite dos Mascarados”

– Quem é você?
– Adivinha, se gosta de mim!

Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:

– Quem é você, diga logo…
– Que eu quero saber o seu jogo…
– Que eu quero morrer no seu bloco…
– Que eu quero me arder no seu fogo.

– Eu sou seresteiro,
Poeta e cantor.
– O meu tempo inteiro
Só zombo do amor.
– Eu tenho um pandeiro.
– Só quero um violão.
– Eu nado em dinheiro.
– Não tenho um tostão.
Fui porta-estandarte,
Não sei mais dançar.
– Eu, modéstia à parte,
Nasci pra sambar.
– Eu sou tão menina…
– Meu tempo passou…
– Eu sou Colombina!
– Eu sou Pierrô!

Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.

Deixa o dia raiar, que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!

Being Energy!

Na semana passada eu perguntava como deixar a preguiça de lado e começar a me movimentar. De certa forma, a resposta veio através de outra pergunta: para que, com que objetivo, intenção quero me movimentar fisicamente, afinal? Eis as minhas respostas:

  • Para ter saúde. A musculatura em dia é garantia de menos lesões e mais disposição.
  • Para ter um corpo mais ágil, capaz de enfrentar os desafios cotidianos.
  • Para me sentir mais livre internamente. Me movimentar me dá leveza e me faz feliz.

Diante disso, ficou claro que a preguiça tem que ser vencida. E assim sendo, resolvi voltar à atividade praticando os movimentos energéticos do Being Energy, método do qual sou instrutora. O bom filho à casa retorna.

Deixe-me apresentar o Being Energy para você. Being Energy é um sistema de movimentos, respiração, meditação, que tem na sua origem conhecimentos ancestrais xamanísticos. Certos movimentos não são benéficos apenas para o corpo, mas funcionam como catalizadores de energia e nos ajudam a recuperar a conexão interna e a vitalidade. (Se você quiser ter uma visão mais completa dessa metodologia, pode acessar o site: http://energylifesciences.com)

Nas atividades do Being Energy há sequencias de movimentos com objetivos definidos e algumas delas são feitas em posição sentada. Uau! Tem coisa melhor para dar coragem a um ser inerte do que se exercitar sentado? Ok! Não é aquele sentado, relaxado, no sofá. Mas, é uma maneira eficiente, elegante e prática de dar um pontapé na preguiça e começar a atingir os objetivos listados lá em cima…

Vamos praticar juntas? Meu próximo post será um vídeo onde ensino uma sequência de movimentos rápida e eficiente. E aí, que tal cumprir aquela “tradicional resolução de ano novo” de um jeito diferente? Pode ser ótimo!

Livraria da Vila liquida livros de arte

A Livraria da Vila do Shopping JK ocupa um amplo espaço e foi toda montada em uma única estante contínua e sinuosa. Ficou um lugar mágico, me sinto nas bibliotecas descritas nos livros de Jorge Luis Borges (labirintos de infinitas prateleiras).

Esta livraria é muito linda!! 

A notícia boa é que eles estão liquidando seus livros de Arte, Fashion e Fotografia. Sabe aqueles livros enormes, lindos, que são às vezes chamados de “livro de mesa”? Então, os preços despencaram. Há descontos de até 80%, com livros excelentes saindo a cerca de R$40.

A má notícia é que esse espaço magnífico vai ser fechado. A Livraria da Vila vai se mudar para outro local dentro do Shopping JK, bem menor, e ter prateleiras comuns em lay out completamente diverso deste que causa sempre tanta admiração.

Estou lamentando demais o fechamento deste espaço. Porém, entendo que não dá para arcar com um aluguel de uma área tão grande se a venda de livros não for significativa. E nós sabemos que, no Brasil, livros não são muito queridos. 

Uma pena 😭

Fim do mundo

Vocês repararam, abrindo o feed de notícias do Facebook ou as sugestões do Youtube, a quantidade de possíveis datas para o fim do mundo? A quantidade de reportagens que mencionam que um asteroide vai passar ou passou raspando pela Terra em tal dia? Se eu fosse assinalar na folhinha pendurada na minha cozinha todas as datas citadas para o apocalipse, provavelmente ela já estaria toda rabiscada… Parece que, como o mundo não acabou em 2012 conforme o “previsto”, continuamos apostando que esse dia em breve chegará.

Do ponto de vista do comportamento humano, qual é o significado dessa expectativa? Realmente desejamos que o mundo acabe e fazemos um jogo de estipular datas? Ou achamos divertido brincar de roleta russa com asteroides e afins? Qual a razão de tantos filmes catastróficos renderem milhões nas bilheterias dos cinemas pelo mundo afora?

Difícil responder a essas perguntas; por que o trágico nos atrai?

Às vezes me ocorre que o nosso aspecto destrutivo enquanto humanidade não aguenta ficar circunscrito às esquisitices diárias, e precisa projetar-se através das câmeras de Hollywood. Outras vezes me parece que a consciência da impossibilidade em controlar a vida nos leva ao excesso da vitimização, e lá vai a gangorra no sobe e desce entre a onipotência e a impotência total. Pode ser também que nos damos conta dos ataques constantes que fazemos à natureza, tanto a interna como a externa e, para expiar a culpa, fantasiamos o merecido castigo. Ou porque somos educados para o medo e pelo medo, desenhamos um futuro sombrio a nos espreitar.

Seja lá como for, por este ou aquele motivo inconsciente, ou pela somatória de vários, nossa veia sadomasoquista se deleita diante de tanta calamidade… E isso não tem a ver só com previsões sobre o fim do mundo, mas também sobre especulações desalentadoras de todas as espécies e em todos os setores.

Esquecemos a nossa origem divina, a harmonia que rege o Universo como um todo, a possibilidade adormecida em nós de criar uma realidade completamente diferente dessa que tememos e projetamos. O mundo é a projeção do sonho coletivo, e nós fazemos parte desse grupo enorme de sonhadores. Se cada um cuidar de ser um bom sonhador, conseguiremos transformar os pesadelos em sonhos leves e gostosos. E no lugar de esperar pelo pior, vamos desenhar caminhos que, ao serem percorridos, nos proporcionem prazer e gratidão por estarmos aqui!