Fundação Ema Klabin

Um passeio delicioso para quem está em São Paulo neste feriado é visitar a Fundação Ema Klabin, “casa museu” situada à Rua Portugal, esquina com a Avenida Europa.

A Fundação tem como missão preservar a memória de Ema Klabin, empresária e filantropa, falecida em 1994, e divulgar sua coleção.

A partir dos anos 40 Ema Klabin passou a adquirir obras de arte, formando assim um conjunto de telas de pintura europeia e de itens de mobiliário europeu antigo.

Idealizada sob medida para abrigar sua bela coleção, a casa foi inaugurada no final de 1960. Ampla, clara, orgânica, ela integra o jardim à decoração. Telas de Di Cavalcante e Lasar Segall, lindos objetos decorativos, móveis clássicos, se sucedem nos diferentes ambientes. É um verdadeiro prazer passear ali.

Mas como a Fundação não tem nenhum espaço gastronômico, se você quiser fazer “uma boquinha” será preciso ir a outro lugar. Uma boa ideia é atravessar a rua e ir tomar um café no MIS – Museu da Imagem e do Som. Essa cafeteria que tem como principal atrativo o fato de ser situada na própria loja do Museu. Ou seja, depois de um espresso ou suco (não há grandes opções) pode-se ficar calmamente vendo todas as coisas expostas lá. Como a-do-ro loja de museu, me diverti muito.

São Paulo tem alguns lugares pouco visitados e cheios de charme. A Fundação Ema Klabin está entre eles. Uma boa opção!

Jaqueta Joulik C&A

A segunda parceria C&A Collection Joulik chegou em lojas selecionadas da rede no dia 30 de maio. Achei tudo bonito no release mas não me animei a sair correndo atrás de roupas. Como as notícias eram que as peças iam acabar em dias, dei o caso como perdido. No entanto, entrei sexta-feira (dia 09) na C&A do Shopping Ibirapuera e muita coisa estava disponível!

Logo na frente da loja estavam as jaquetas jeans bordadas [R$350], a bomber de paetês prateados [R$500] e também a dourada [R$600], a calça legging [R$200] e a camiseta Mickey [R$150].

A jaqueta jeans está maravilhosa! Os bordados são em cores não óbvias e o resultado final ficou muito legal. Experimentei uma, balancei um pouco (“Será que não é muito jovem para mim?”) e por fim comprei-a. E AMEI usá-la.

As demais peças não me encantaram. As bombers prata e dourada eram muito brilhantes, davam uma sensação de serem peças de fantasia. A camiseta de Mickey também é chamativa demais ao vivo.

Em todo caso, já sabem: se quiserem algo ainda dá tempo. O site da C&A também está vendendo as peças da coleção, vale olhar.

Mudar para viver

Vira e mexe nos queixamos do tédio que é a repetição em nossas vidas, do quanto ficamos cansadas de fazer atividades repetitivas, de ter pensamentos recorrentes, conversas que giram em torno do mesmo tema; nos irritamos pelas mesmas razões  de sempre, rimos das mesmas piadas, frequentamos os mesmos restaurantes e mal nos arriscamos nas novidades do cardápio. E quanto às roupas então? Quantas blusas você tem da mesma cor, quantos sapatos de modelos parecidos, comprados nas mesmas lojas, de preferência com a mesma vendedora que já sabe, de cor e salteado, o que lhe mostrar para ter êxito na venda?

Os padrões de comportamento estão aí, instalados e cristalizados, como se tivessem sido tombados pelo patrimônio histórico!! Nos tornamos pessoas altamente previsíveis, fixamos residência em algum lugar imaginário e de lá não arredamos pé, e ainda sentimos orgulho por sermos constante em nossas escolhas, fiel à imagem que fazemos de nós e apresentamos ao mundo.

Talvez isso seja resquício de um tempo que não é o nosso, de uma cultura que herdamos e que nos faz acreditar que bom é ser igual, igual aos outros e igual ao que você sempre foi. Quando uma pessoa mais vivida tem um insight e muda sua maneira de ser, de se vestir, de se comportar, qual é a primeira ideia que nos ocorre? Nossa, Fulana pirou, enlouqueceu… o que é que deu nela?? Nunca foi assim!! De onde tiramos a ideia de que mudar é coisa de adolescente, e que depois que crescemos, e principalmente, depois que adquirimos certa maturidade, deveríamos viver cada vez mais no piloto automático, percorrendo a mesma rota, do mesmo jeito?

Envelhecer talvez seja a manifestação dessa rigidez; as dores do corpo e da alma representam o atrofiamento das articulações e dos sonhos. Aceitamos o confinamento que a sociedade impõe a quem não tem mais vinte anos, especialmente às mulheres que já não são tão jovens, nem tão magras, que já casaram ou não, separaram ou não, tem filhos, sobrinhos, netos ou não, mas que por serem mulheres maduras deveriam ficar cada vez mais parecidas com suas avós.

Quer viver? Então mude! A vantagem que pode ser aproveitada com a passagem do tempo tem a ver com a possibilidade de desvestir os velhos personagens, desprender-se dos antigos hábitos, buscar a si mesma com intensidade, aventurar-se no universo interior e garimpar desejos, sonhos, aspirações, fantasias, propósitos. Não há mais tanto tempo para ser desperdiçado e compartilhado com medos, proibições, preconceitos e expectativas alheias.

O futuro chegou, o futuro é agora. O despertador que trazemos dentro, toca e nos diz:

Acorda menina, vá ser feliz! Troque o “eu devo” pelo “eu quero”, o “depois eu vejo se dá” pelo “dá e vai ser agora”. Troque o ontem e o amanhã pelo hoje, a preocupação com o ridículo pela preocupação com o prazer, cante, dance, pinte e borde. Resgate a vida adiada, vista seus sonhos. Você pode, eu posso, o Universo conspira a favor de quem não se trai.

Paetês

A Revista Estilo deste mês trouxe uma matéria grande sobre a volta dos anos 80 à moda, com muito brilho, paetês, lurex, etc. Nas fotos abaixo, um blazer inteirinho de paetês Reinaldo Lourenço [R$3.500]; uma jaqueta coloridíssima da Joulik [R$3 mil] e uma camiseta também de paetês Joulik [R$689].

Coincidentemente, acabei de comprar na Renner uma jaqueta de paetês prata velho e posso lhes falar: é maravilhosa! E o custo foi um décimo dos preços acima – R$300.

Detalhe da aplicação dos paetês:

Há outras peças a preços ótimos. Olha só:

Regata preta, com o verso também em paetês, com um complemento de tule plissado – R$90. Eu tiraria o tule e aproveitaria só a regata rhica! O preço está fantástico!!

Uma jaqueta da linha plus size, olha que legal! Cor linda, preço R$299.

Camiseta a R$40:

Dicas espertas para quem quer aproveitar o retorno dos brilhos sem gastar muito. 

Liberdade

Me dou de presente
a licença poética,
me dou a liberdade
de fazer poesia
sem ser poetisa.
Quem mais me daria
tamanha alforria
a não ser eu mesma?

A poesia bate à porta,
apanho as chaves
do meu coração,
decido então
abrir o cadeado
e deixá-la sair.
Ganhar corpo
através das palavras,
verso e prosa.

Me dou a liberdade
de buscar a liberdade,
de cerrar as grades
que me separam de mim.
Me absolvo do pecado
do que não vivi,
do arrependimento
pelo que não fiz.

Me dou a liberdade
de ser incoerente
de ser contraditória
de não saber quem sou.
Não abdico do direito
de ser intensa,
na alegria e na tristeza,
no prazer e na dor.

Me dou a liberdade
de usurpar o poder
da racionalidade;
derrubar a ditadura
abandonar a armadura
dar vida
à anarquista
que há em mim..

Me dou a liberdade
de sentir o cansaço
de viver minha vida
com pouca alegria;
sempre submissa
à obrigatoriedade
e às várias formas
do jugo da tirania.

Me dou a liberdade
de acreditar
que esse despertar
não é caótico.
Que há um propósito
embora oculto
que está a me guiar
noite e dia.

Me dou a liberdade
de viver
a cada momento
minha multiplicidade,
humana e mundana
divina e sagrada
até poder me fundir
e alcançar a unidade.

Ana Amorim, 17-09-2010