Frases que merecem ser lidas

“Alternativa é a escolha que temos no âmbito social. Possibilidade é a dimensão de alcance do ser luminoso. As alternativas podem ser limitadas, mas as possibilidades são sempre infinitas, se estivermos em contato com nossa própria luz.” (Carlos Castaneda)

“Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem. Esse é o principal imperativo da mulher sábia. Viver para que os outros também se inspirem. Viver do nosso próprio jeito vibrante para que outros aprendam conosco.” 
(Clarissa Pinkola Estés – A Ciranda das Mulheres Sábias)

“Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E, à medida em que deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo.” (Nelson Mandela)

“É essencial que a pessoa primeiro aprenda a cantar plenamente sua própria canção e então, como parte de suas necessidades humanas, encontre uma maneira de expressar sua relação com os outros, ou com a raça humana. Só desta maneira atuamos e vivemos como um todo coerente e assim fortalecemos e mobilizamos nossa própria capacidade de autocura.” (Laurence Leshan)

“Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.” (Jung)

Guarda-roupa: limpeza expressa

O melhor método de destralhamento geral de guarda-roupas que já testei é, sem dúvidas, o de Marie Kondo. Nele você tira TUDO de dentro, EXPERIMENTA cada uma das suas roupas e responde à pergunta:

Esta peça me faz feliz?

Parece bobagem à primeira vista mas realmente funciona. Resolve algumas questões que outras técnicas não conseguem como, por exemplo, o descarte de itens que foram guardados por terem sido caros ou que foram presenteados por alguém querido. Quando você experimenta a peça e não sente alegria em vesti-la, percebe que é hora de liberar seu armário daqueles itens.

Porém, após já ter feito o destralhe inicial conforme acima, não há mais necessidade de passar por tanto trabalho toda vez que precisar arrumar o guarda-roupas. Neste caso, podemos fazer somente uma limpeza EXPRESSA. Olha só:

A) Múltiplos – sabe aquela camiseta (calça, blusa, etc.) que você comprou igual em todas as cores? Hora de escolher as que mais usa e descartar as irmãs gêmeas que sempre ficam encostadas.

B) Calças compridas – estão confortáveis? Você vestiria qualquer uma e sairia bem vestida? Descarte sem dó as peças com respostas ‘não’.

C) Meias e lingerie – estão encardidas, desbotadas, furadas ou manchadas? Fora já!

D) Peças danificadas – você não precisa de mais que 5 minutos para excluir os itens com manchas que não saem, com furos, rasgos ou desfiados. E se algo tiver conserto, defina uma data próxima para resolver o caso, senão, exclua a peça!

E) Calçados – este é um item importantíssimo e que, se não estiver bem conservado, derruba qualquer look. Descarte sem dó os sapatos que estiverem largos ou apertados; os que estão desgastados na biqueira ou no calcanhar; os fora de moda que você não quer mais usar; os que foram comprados há meses e nunca saíram da caixa – acredite, você não vai usá-los.  Fique só com os que estão em perfeito estado!

Viu só? Não é uma limpeza geral, claro, no entanto já dá uma boa destralhada e o melhor: cada um dos itens pode ser resolvido em pouquíssimo tempo. Com cinco minutinhos por dia, ao final da semana seu guarda-roupas estará bem mais leve! Bom, né?

Equinócio da Primavera

Na sexta passada, dia 22, o Sol entrou no signo de Libra e anunciou o equinócio da Primavera aqui no hemisfério Sul, e o de Outono no hemisfério Norte. Equinócios acontecem duas vezes por ano, em março e setembro, e marcam o momento em que o Sol incide com maior intensidade sobre as regiões que estão próximas à linha do Equador. Com a passagem do Sol no meio da Terra,os dois hemisférios do nosso planeta recebem a mesma quantidade de luz, o que faz com que o dia e a noite tenham a mesma duração, exatamente 12 horas.

Para nós é Primavera, e a natureza já assinala o início de um novo ciclo; as árvores já estão cobertas de folhas e algumas começam a florescer; mais um pouco, estarão completamente floridas.

A passagem das estações e as mudanças que provocam na natureza nos mostram tudo que precisamos aprender. A vida acontece em ciclos, e cada um deles traz uma dimensão da manifestação da energia vital. Na Primavera o tom é dado pela energia da renovação.

As árvores, que viveram sua plenitude no Verão, permitiram desfolhar-se no Outono, deixam suas folhas secas desprenderem-se, nos ensinando que nada é eterno, e que é preciso aprender a trabalhar o desapego. No Inverno tornaram-se silenciosas, discretas, como se voltassem para dentro de si mesmas, e manifestam a beleza na força da resistência. Agora, voltam a florir, renascem, renovam-se, tornam-se exuberantes e explodem nas cores das flores e nos sabores dos frutos.

Viver e morrer, renascer, esse é o movimento de todos nós que ainda estamos presos à Roda do Samsara, ao fluxo contínuo de vida e morte, sequência infinita de causa e efeito, sequência dos vários despertares da consciência no transcorrer da vida. Assim como as estações, repetimos o longo percurso da aprendizagem até o momento da iluminação, do insight maior que nos permitirá compreender o propósito da nossa existência, trazendo a possibilidade de romper com o ciclo das repetições e construir um novo modelo.

Que da Primavera possamos aprender a necessidade da renovação, da busca da beleza e da alegria, do erguer-se após cada queda, do brotar após cada poda. Que possamos plantar as sementes do novo sonho, regá-las com entusiasmo e perseverança, acreditar que tudo que vivemos pode transformar-se em instrumento de mudanças.

Adoro Cecilia Meireles:

“Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.”

Que assim seja com todas nós!

Moda aos 50′

Falando francamente, vocês não acham que muita coisa melhorou ao ganharmos mais idade? Hoje eu me aceito muito mais do que quando era jovem e tinha que provar meu valor a cada minuto. Agora isso está estabelecido, não há mais stress nesse sentido. E aceito meu corpo também, não fico mais na frente do espelho inspecionando se surgiu uma ruga ou uma manchinha na pele.

E acho que com a Moda é a mesma coisa. Quem nunca se vestiu de forma desconfortável só porque a roupa era ‘linda’ ou estava na moda? Ficar ajustando a alça da blusa que teima em cair, ou puxando a barra da saia para baixo, ou se espremendo numa calça jeans, nunca mais! Sabemos mais que isso.

Usar sapato desconfortável… o tipo mais comum de sapato que existe . Mas hoje preferimos não comprar calçados que fatiem os pés. E também não exagerar no salto para manter os tornozelos saudáveis e longe das quedas, por favor!

Correr para as liquidações e gastar em peças “mais ou menos”. Se você ainda faz isso, hora de aprender: comprar algo mais barato, mas que não é exatamente o que lhe veste bem e o que você estava procurando, é uma roubada. No final, a peça fica encostada no guarda-roupa e a gente fica com menos $ para gastar em algo de real valor para nós.

Por fim, creio que as modinhas que surgem a todo momento não nos encantam mais. Lógico que queremos estar na moda. Mas não vamos usar algo que não tem nada a ver com nosso estilo e também não vamos ficar escravas do último lançamento em roupas. Concordam?

A tecnologia e o olhar

O mundo tecnológico é algo realmente fantástico, principalmente para a nossa geração que cresceu sem esse recurso. Para as crianças e adolescentes de hoje ela é “carne de vaca”, faz parte do dia-a-dia, e eles sequer conseguem imaginar que o mundo já existiu sem ela. Mas nós sabemos que sim. Sabemos porque somos de um tempo onde, para se comunicar com alguém que não estivesse por perto, precisávamos usar o telefone, ou escrever cartas, se a pessoa estivesse mais distante, e isso demandava um longo processo. Se quiséssemos uma informação precisávamos buscá-la nos livros e, muitas vezes, descer a enciclopédia da estante e começar a busca através dos seus inúmeros volumes.

Para pagar uma conta era necessário separar um tempo para ir até a agência bancária, ficar nas longas filas que se formavam esperando pela nossa vez. Se desejássemos viajar para um lugar desconhecido precisávamos de um guia impresso e de um mapa rodoviário; para dirigir até uma rua desconhecida precisávamos pesquisar no guia da cidade; se quiséssemos fazer uma compra tínhamos que ir até a loja, e assim por diante.

Hoje nada disso é necessário, tudo o que você precisa fazer, comunicar ou saber está dentro do seu celular, computador ou tablet. Se quiser se comunicar com alguém, e não importa onde essa pessoa esteja, é só mandar um whatsapp. Quer uma informação? Põe no Google. Vai pagar uma conta? Use o aplicativo do banco. Quer saber onde fica uma rua? O GPS te informa. Quer adquirir alguma coisa sem sair de casa? Compre on line, na loja virtual, pague on line e receba a mercadoria em casa. Quer saber o que alguém está fazendo da vida? Acesse uma das redes sociais e, quase certo, você verá uma foto ou terá uma informação.

Sem sombra de dúvidas, a vida ficou muito mais fácil nesse sentido, e podemos usufruir sem culpa de toda essa tecnologia. Mas, se é assim, por que existem tantas críticas em relação a isso? Por que, vira e mexe, alguém está debatendo o tema e questionando vantagens e desvantagens desses benefícios?

Muito provavelmente porque o ser humano tem, por hábito, fazer uso indiscriminado de tudo que está ao seu alcance; alguém duvida que somos vorazes? Se temos acesso a uma ferramenta fazemos com que ela se torne parte de nós, parte da nossa vida quase sem ressalvas. Acontece que uma ferramenta, por mais completa que seja, não foi feita para todos os usos.

Vamos pegar o whatsapp como exemplo; ele é um ótimo recurso para trocarmos uma informação de maneira rápida e eficaz, ou para comunicar algo pontual. Também funciona bem como lembrete de um compromisso, serve para qualquer jogo rápido. Mas no que o temos transformado de maneira geral? Em uma forma de nos relacionarmos com o outro! As pessoas estão fazendo D.R. (discutindo relação) pelo whatsapp! Como isso é possível?

Qual o sentido de expor sentimentos teclando loucamente o celular? Como eu posso me relacionar com o outro sem pousar meu olhar nos olhos do meu interlocutor? Como ele pode entender o que estou dizendo se não consegue ouvir minha voz e toda emoção que ela transmite? Como eu posso me nortear no sentido de estar sendo ou não compreendida na minha colocação, se não posso fazer a leitura do corpo do outro, da postura, dos movimentos dos músculos faciais? Será que alguém acredita que teclar numa carinha dos emojis realmente pode traduzir o que um olhar expressa?

Definitivamente o problema não é a tecnologia, mas o uso que fazemos dela. Não há nada que supere a interação de dois campos energéticos, de duas almas que pulsam. Não há nada que substitua o olhar, o sorriso, a respiração, o choro, o cheiro. Seja com quem for, a pessoa amada, o amigo, o filho. Por mais revolucionário que seja esse mundo virtual, ainda não inventaram nada que suplante o encantamento que acontece quando um ser humano se coloca frente a frente com outro ser humano!