Desembrulhando-se

Quem não gosta de ganhar presente? Quem não gosta de descobrir, embaixo de tudo o que o cobre, o conteúdo inesperado (ou aguardado!) de um pacote especial? Às vezes, passamos a vida nos dando presentes materiais e isso nos alegra, por algum tempo. Mas, entretidos com o brilho do que existe fora, esquecemos de  desembrulhar o nosso maior presente: a nossa alma. Não existe maior aventura, ou maior alegria do que ir retirando as camadas e camadas que a escondem.

Aos pouco vou descobrindo que aquela pessoa que tinha receio de abordar os outros não era eu, era um outro, uma noção importada que havia colado em mim como uma fita adesiva. Hoje, minha alma tem outros planos.

Aos poucos, vou entrevendo os sonhos que haviam sido meio soterrados pelas convenções e aprisionados em nome das obrigações sociais. Retiro essas fitas que prendiam minha alma e ela começa a respirar um pouco mais.

Contendo a furiosa vontade de viver e de experimentar tudo, havia um papel muito resistente chamado “você deve” e uma grande caixa opaca ocultava o brilho de um Ser ávido de felicidade.

Assim, ao avançar me “desembrulhando”, vou encontrando tesouros inimagináveis. Ideias, antes tidas como inconcebíveis, passam a habitar o mundo dos vivos, do possível, do provável.

Haverá caminho mais inesperado do que trilhar o território interior, esquadrinhá-lo e discernir aquilo que nos pertence daquilo que acreditávamos ser nosso? Jornada longa, mas fascinante, cujo prêmio é encontrar-Se.

Uma incrível autora australiana

Gosto de ler escritores contemporâneos – a vida mudou tanto nas últimas décadas, que hoje os clássicos quase sempre me parecem enferrujados, fora da realidade. Exceção favorita: Sherlock Holmes, de Sir Arthur Conan Doyle. Leio e releio desde que estava na sexta série (!) e AMO.

Dos autores modernos, o destaque hoje vai para a australiana Liane Moriarty (1966). Ela tem uma imaginação inacreditável e consegue tecer tramas complicadas, verdadeiros thrillers, fechando os livros com conclusões incríveis e inesperadas.

Li seis de seus livros – acabava um e já procurava comprar o próximo. Coloquei-os abaixo com os links de suas respectivas resenhas, na ordem decrescente de sugestão de leitura (do qual mais gostei para o que menos me agradou).

Pequenas Grandes Mentiras
As Lembranças de Alice
The Hypnotist’s Love Story
Three Wishes 
O Segredo do Meu Marido
Até que a Culpa nos Separe

 

Dois títulos ainda não foram traduzidos para o Português, mas apresentam inglês variando de fácil a intermediário.

Destes seis, o único que não recomendaria efusivamente é “Até que a culpa nos separe”, por criar um suspense enorme e, na minha opinião, não entregar um motivo à altura.

Já os demais: LEIA todos! Ela é fantástica e tenho certeza que você vai adorar.

De pernas pro ar

Esta semana parece que o mundo virou de cabeça para baixo, e fomos invadidos por uma enxurrada de eventos dolorosos. No nosso país não cessam as notícias de malas cheias de dinheiro, corrupção correndo solta, ladrões sucateando a nação e o povo brasileiro.

Fora daqui a temporada de furacões altamente destrutivos, o sofrimento de milhares de pessoas que perdem suas casas quando não, suas próprias vidas. Inundações, terremoto, tudo ao mesmo tempo!

Como manter a serenidade frente a um cenário como esse? Como não entrar na vibração de medo e de revolta?

O desafio é grande uma vez que todos os fantasmas que habitam em nós colocam-se em prontidão. Eles aproveitam a oportunidade para saírem do fundo do baú, onde os mantemos confinados, e reaparecerem prontos para o ataque. E o que são esses fantasmas? Eles são a manifestação do nosso corpo de dor!

Estocamos medo durante nossa existência; cada vez que nos deparamos com o imponderável, com a constatação de que não temos o controle sobre a vida, fazemos esse medo crescer.

O alimentamos com pensamentos da pior espécie, engrossamos o coro das projeções catastróficas e desesperançadas, desenhamos a pior cena. E talvez, com essa atitude mental e emocional, colaboramos para o desenvolvimento do pior desfecho.

Realmente a situação é difícil, e nos cabe neste momento refletir sobre a importância do “orai e vigiai”. No lugar de ficarmos falando sobre todas as coisas ruins que estão acontecendo e do quanto elas podem agravar-se, melhor seria se nos recolhêssemos dentro de nós, num lugar sagrado onde nos conectamos com o Divino. Melhor seria silenciar as palavras que não confortam e os pensamentos que não modificam a descrição do mundo tal como vemos estampada na mídia.

A contribuição possível neste momento é a busca do nosso ponto de equilíbrio, que traz o refinamento e a sutilização das vibrações que emitimos. Tudo está muito denso e pesado, e é preciso trabalhar essa energia para modificá-la.

Vamos tecer uma rede amorosa e luminosa que possa envolver todas as pessoas que estão vivendo situações criticas, assim como ao próprio planeta. Se acendermos um pontinho de luz dentro de cada um de nós, como uma pequena chama, num instante essa luz se propaga e chega até o coração daqueles que precisam de conforto e consolo. Quem sabe não tiramos um grande aprendizado de todo esse aparente caos?

Enquanto alguns estão preocupados em estocar dinheiro, outros em disputar o poder, e mais alguns em brincar de construir bombas de destruição, a natureza imperiosa se apresenta e mostra a todos nós quem é que dá o tom e o ritmo da música que dançamos!

O Peso das Dietas

Você está saboreando alegremente um suculento pedaço de pizza. Aí, a pessoa na sua frente declara que vai “amanhã, vai malhar em dobro para queimar as calorias.” Vontade de sugerir que a criatura mantenha a boca ocupada, mastigando, pois, esse tipo de comentário tem como objetivo lembrar que estamos cometendo o pecado da gula e que quem não vive sob o controle de uma dieta restritiva não é legal.  Mas será que controlar permanentemente tudo o que comemos é uma necessidade real? Será que não estamos menosprezando a sabedoria do nosso próprio corpo?

Segundo Sophie Deram, autora do livro “O Peso das Dietas”, é isso mesmo que está acontecendo. Os estudos mostram que dietas restritivas são contraproducentes. Um grande número de pessoas pode experimentar compulsões alimentares pós-dieta. É o chamado efeito sanfona, o emagrece-engorda que faz parte da vida de tanta gente.

Ela explica é que devemos retomar o contato com nosso próprio corpo, ouvir seus sinais de fome e de saciedade, escolher os alimentos de acordo com nosso discernimento.

Transcrevo aqui algumas de suas frases:

“Uma alimentação saudável deve ser variada, equilibrada e consumida com prazer e com atitudes adequadas, por exemplo, comer sem culpa. O comportamento é tão importante quanto o nutriente! ”

“Você tem que aprender a escutá-lo (o corpo). A senti-lo, a entendê-lo para mostrar a ele que você está bem e não sob um ataque ou vivendo em uma época com falta de alimentos, assim ele não precisa armazenar gordura para proteger você! “

“Peso não é a causa, mas sim a consequência do seu estado de saúde e bem-estar.“

“Em vez de tentar controlar o seu corpo, dance com ele! A chave é resgatar a sua percepção de fome e saciedade para comer conforme a sua necessidade.”

“Você tem fome de quê? Nem sempre é de comida! Pergunte-se.”

Gostei muito do livro. Ele acrescenta consciência ao ato de comer. Uma refeição deve ser um momento de prazer e não de angústia.  E, como sempre, tudo começa com a escuta do próprio corpo.

Ronda pelas revistas de moda

Como estamos iniciando setembro e este é um mês especial para as publicações de moda, com a Vogue September Issue aparecendo com tudo, vou oficialmente encerrar agosto com o supra-sumo do que destaquei de algumas revistas desse mês.

Estilo

  • Há uma matéria bem interessante sobre consumo consciente, e o que mais me chamou atenção foram estes números :

  • Estou sempre de olho nas novidades em malas e acessórios para viagens, como necessaires, tags, etc. Achei esta interessante por ter zíper duplo, uma característica que acho fundamental quando se despacham malas por via aérea.

  • Na figura abaixo dois destaques: blusa com babados e verde com vermelho. Já reparou como estas duas trends estão sendo super usadas?

  • Foto linda escolhida:

ELLE

  • A revista fez a reportagem incrível “Mais pé no chão”. Olha que demais, 50% dos sapatos vendidos pela Shop2gether já são flats, e são esses os modelos que primeiro esgotam. Pelo número de celebridades andando com saltos baixos, pelo jeito logo não vai ser mais obrigatório sapato alto nem mesmo nas passarelas!

  • Imagem escolhida pelas cores e pela vibração da estampa geométrica.

Claudia

  • Esta foto nem é de editorial da revista, é uma propaganda da marca Osklen, de sua nova coleção Tarsila. Não é incrível? Fiquei apaixonada!!

  • Olha essa bijoux surreal! Demais.

  • Duas imagens com muita informação de Moda: camisa com babados (a segunda deste post) e blusa de manga larga e volumosa. Fique de olho!

  • Foto preferida pelo tom de rosa, que é difícil de usar mas quando dá certo é uma visão.

* O post veio bem atrasado mas foi interessante, não é?