Queridas Bruxas, vamos mudar o mundo!

Adoro dar parabéns para minhas amigas no Dia das Bruxas. Simplesmente, porque somos todas um pouco feiticeiras: abertas para a intuição, acolhedoras, capazes de ajudar com palavras, chá ou bolo. Todos os dias fazemos o milagre de deixar a casa cheirosa e encorajar filhos para a vida. Cuidamos, damos atenção e amor. E quando estamos muito, muito cansadas, tem sempre uma amiga, uma colega-bruxa, que está lá, disponível, com uma “poção mágica” em forma de palavra, de abraço ou de café.  Isso faz toda a diferença.

Fico ainda mais feliz em comemorar quando penso no estigma dessa palavra, em todas aquelas que foram torturadas e queimadas durante a Idade Média sob essa alegação. Bruxas? Eram apenas mulheres que ousavam ser diferentes. Ou seja, eram mortas pelo preconceito, numa época em que a liberdade era considerava insubordinação. Felizmente, hoje, podemos escolher qual caminho espiritual seguir, fazer meditação, acender vela, incenso, cantar mantra, ficar de cabeça para baixo fazendo yoga, praticar os passes mágicos ensinados por Carlos Castaneda. É uma conquista maravilhosa. Mas há outros desafios pela frente.

Ainda hoje, como foi na Idade Média, somos vítimas de preconceito. Uma percepção destorcida faz com que alguns homens se achem no direito de insultar, tocar e até violentar uma mulher. Mas, mulheres do mundo todo se unem e expressam a indignação em resposta ao assédio sexual. No Twitter, “#Me Too” abriu espaço para denúncias. A quantidade impressionante de comentários mostra a dimensão desse problema. Depois de anos de mutismo, e sofrimento solitário e envergonhado, a reação é coletiva e internacional. É hora de gritar para o mundo: “Chega! Não toleraremos mais, nunca mais, qualquer abuso de qualquer tipo.”

Mais uma vez, estamos vencendo a fogueira, deixando de lado a humilhação, a vergonha, a culpa e criando mecanismos para viver e

m liberdade. Estamos, mais uma vez, usando nossa alma feiticeira, capaz de transmutar o que não serve e criar o novo. Parece um trabalho que não tem fim. Mas, não tem importância. Hoje, somos conscientes de nossos poderes. Queridas mulheres, vamos mudar o mundo!