Para o infinito, e além!

Quem curte filmes de animação conhece bem essa frase: é de Buzz Lightyear, personagem de Toy Story, um boneco que acredita ser um astronauta de verdade e fazer parte do Comando Estelar. Acordei com essa frase na minha cabeça hoje e, para ser sincera, desde que assisti o primeiro dos desenhos, quando meus filhos eram pequenos, vez ou outra ela ressoa em mim.
Para o infinito, e além, pode ser ouvido de diversas maneiras; ora como uma sugestão, um convite, ora como uma ordem ou uma necessidade imperativa no sentido de transcender.Mas…transcender o que? Ir além do que?
Estamos inseridos em um universo tridimensional denso e concreto, que nos induz a acreditar em todas as nossas limitações frente aos dados da “suposta realidade.” Que realidade? A dos fenômenos observados com os parâmetros que dispomos, à presença da dualidade e do separatismo. Trocando em miúdos, há uma ideia de que vivemos dentro de uma caixinha com espaço delimitado, e que nosso campo de ação é restrito. Será?
Acreditar nessa limitação é abrir mão do poder pessoal, da faísca divina que nos faz co-criadores da estória, e não meros espectadores que assistem o desenrolar das cenas sem condições de interferir no resultado final. É trocar a ação pela reação, o que implica em sentimentos de impotência e passividade. É aceitar a regra do jogo como verdade absoluta, mesmo que dolorosa e indesejável.
 Talvez transcender represente abandonar pelo caminho as velhas crenças, despir-se do absolutismo oculto em cada certeza, demolir as paredes que nos separam do sonho.Compreender que a “realidade” é só uma descrição, e que podemos desenhar sobre ela outros traços, dar-lhe outros contornos. Não somos obrigados a aceitar as coisas como são, apenas fomos domesticados para fazer isso.
 É hora de despertar, olhar para dentro e acordar! Fazer um inventário do que se deseja, do que se quer modificar, ecolocar ação sobre a inspiração. É isso o que estão fazendo milhares de mulheres judias, muçulmanas e cristãs que tem caminhado juntas em Israel pela paz. Essas mulheres provavelmente perceberam que a força do feminino precisa ser colocada em ação, que é preciso transmutar a energia bélica em energia amorosa, e que sonhos lúcidos e conscientes são instrumentos de mudança.
Vamos fazer isso também a nível pessoal; vamos olhar para nossas vidas e exalar sobre elas o sopro da criação; vamos sonhar com uma vida mais afinada com o propósito interno de cada uma de nós.Transcender, recriar, despertar.
Para isso, solte a bagagem, livre-se do peso. Transforme sua rigidez em mobilidade, e substitua a ancora que te imobiliza por asas que te libertem!

Escolha a Alegria!

A cada dia temos de presente 24 horas só para nós. O que fazemos com elas?

Há dias bons, outros nem tanto. Em algumas manhãs, saltamos da cama, ansiosos pela vida. Às vezes, queremos apenas dormir e esquecer o que se anuncia. Somos assim. Mas, de qualquer forma, sempre podemos escolher. Escolher como vamos encarar a realidade que se descortina diante de nós. Escolher reclamar ou celebrar.

Hoje, fiz uma seleção de frases de dois pensadores que me inspiram muito. Todas elas falam de coragem, de vida, de alegria. Espero que elas possam lhe trazer um sopro de energia, assim como fazem comigo.

Osho

“Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. 
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.”

“A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa “coração”. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.”

“Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva, em vez disso, divirta-se! Não analise, celebre!”

Joseph Campbell

“Siga a sua alegria, e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.”

“Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer.”

“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos…”

“Encontre um lugar em você onde haja alegria e a alegria vai eliminar a dor.”

“Não podemos curar o mundo de seus pesares, mas podemos escolher viver com alegria.”

O tempo

Dezembro chegou, o Natal logo vem, 2018 está quase aterrissando. O que acontece com o tempo que parece passar cada vez mais rápido? Ou, o que acontece conosco, que sentimos como se ele escorresse pelas nossas mãos?

Segundo consta, o tempo na verdade não existe, essa contagem de minutos, horas, dias, meses, anos, é invenção do bicho homem. O Universo respira, vibra, e a natureza se manifesta de acordo com seu ritmo. Tudo acontece quando existe a prontidão; assim florescem as flores, amadurecem os frutos, a onda arrebenta na praia quando ela está preparada para isso. Nós nos afastamos do ritmo natural das coisas, estamos distantes da natureza e, portanto, de nós mesmos.

O que conta agora é o relógio do pulso, do celular, o despertador ao lado da cama. O que conta é o Waze que vai nos mostrar quantos minutos do dia estarão comprometidos para que possamos chegar ao nosso destino. A agenda com as horas lotadas do que precisamos fazer às 14, 15, 16hs… Os compromissos são todos externos, tem o trabalho, a lista do supermercado, a casa para ser cuidada, os filhos que demandam, ou o companheiro, ou os pais, os amigos, os clientes. Já olhei o Facebook? E o Instagram? Respondi os e-mails, as mensagens, os recados da caixa postal? Já paguei as contas, baixei os aplicativos no celular, marquei horário com a manicure? E o almoço com as amigas, está devidamente encaixado e espremido no pouco tempo que disponho para isso?

E depois nos espantamos ao constatar que o tempo voou… como se, vivendo desta maneira, pudesse ser diferente… O tempo voa porque o engolimos com pressa!! Já perdemos de vista seu sabor, sua textura, seus encantos. O consumimos compulsivamente sem perceber, sem qualidade e sem escolhas. Parecemos soldados que marcham repetidamente, automaticamente; não temos estado presentes no tempo presente.

Então ele escorre feito água de chuva, e leva junto, bueiro abaixo, tudo que gostaríamos de ter feito e não fizemos… E ao terminar o ano ficamos com aquela sensação amarga na boca de que desperdiçamos um tempo que não volta mais.

Ainda dá para reverter, vamos nos opor à correria de final de ano!! Vamos olhar para nós mesmas e sentir o que queremos fazer. Comprar só os presentes que de fato desejamos dar, e escolhê-los especialmente para aquela pessoa. Nada de baciada que serve para qualquer um, combinado? Vamos nos libertar dos compromissos de fachada? Dos encontros com pessoas que supostamente são nossos amigos mas nem reconhecemos mais? Vamos nos presentear com aquilo que queremos, seguir as escolhas do coração?

Esteja com você mesma e com as pessoas que têm significado para você. Aproveite este último mês de 2017 e desacelere!!! Vá no sentido oposto da massa e deguste este tempo como quem bebe um vinho de safra especial, guardado para ser aberto naquela ocasião e saboreado com todo prazer!