Renova-te!

Semana Santa, Páscoa para os católicos, Pessach para o povo judeu, simbologias ligadas ao final de um ciclo (a morte e a fuga do cativeiro) e ao inicio de um novo ciclo (ressurreição de Jesus e o caminhar em direção à Terra Prometida). Guardadas as diferenças de enfoques religiosos, a proposta é de libertação. Para libertar-se é preciso fazer sacrifícios, é preciso sair de uma zona de conforto e dirigir-se ao desconhecido, é preciso morrer para velhas crenças e estruturas, reformular posturas, reinventar-se.

E não é isso que a vida nos pede constantemente, que nos reinventemos? Vocês já repararam que sempre que nos acomodamos em uma determinada situação e julgamos que está tudo mais ou menos tranquilo, despenca um acontecimento, interno ou externo, que nos obriga a repensar e redirecionar nossas escolhas? Somos sempre lembrados que nenhuma forma de escravidão é válida para nosso desenvolvimento, que precisamos reciclar percepções, emoções, ações, pensamentos, escolhas e reinventarmos nossas vidas tantas vezes quantas forem preciso. Talvez seja para isso que estamos aqui, para aprendermos a caminhar, a nos mantermos em movimento em busca de algo melhor em nós mesmos.

Para isso é preciso coragem, a mesma que teve Jesus quando aceitou morrer para renascer; a mesma que teve o povo hebreu, quando abandonou o Egito e fez a travessia rumo a Terra Prometida. Coragem, fé e determinação para renascermos de nós mesmos, para nos libertarmos do que nos aprisiona interna e externamente, para criarmos uma nova perspectiva de vida que valide nossos sonhos.

Há que se trocar a maneira de olhar, o ritmo dos passos, há que se esvaziar o coração das magoas acumuladas, há que se perdoar. Há que se criar o novo, e encher a boca de novos sons, o coração de bons afetos. Que a Boa Nova venha !!

Cântico 13 – Renova-te

“Renova-te. 
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços, para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro.
Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.”

 (Cecília Meireles)

Autor: Ana Amorim

Psicóloga Clinica, Terapeuta, eterna curiosa e aprendiz de assuntos metafísicos. Escrevo todos os domingos sobre Comportamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *