ELAS – O caminho dos desafios

Vamos voltar à jornada da Heroína, através de um mito aborígene.

As irmãs Wawilaks se encontravam na chácara sagrada da Serpente Arco-íris, Yurlungur, quando acidentalmente contaminaram seu solo com uma única gota de sangue menstrual. Esse insulto não passou despercebido e a serpente Yurlungur, furiosa, fez com que as chuvas caissem incessantemente até inundarem a chácara.

Para apaziguar Yurlungur, as irmãs decidem cantar. Mas, nada acalma a serpente que emerge das águas e engole as Wawilaks e seus bebês recém-nascidos.

No interior da serpente, as irmãs sentem culpa e medo. No entanto, nada poderia fazer com que desistissem de sobreviver, pois o amor por seus filhos era inabalável. Elas resistem e choram muito até que são regurgitadas pela serpente. Graças à persistência, elas voltam à luz.

Como as Wawilaks, toda pessoa atravessa períodos de dificuldades, desafios. Por vezes, a perda da alegria e da esperança  faz com que nos sintamos enclausurados, na escuridão.

Como sair de uma situação desesperadora?
Usar o poder do guerreiro, nessa luta eterna, ou usar o poder interior do Espírito e a convicção para abrir o campo dos milagres a partir de uma receptividade pacífica e feminina?

As Wawilaks nos apontam um  caminho de retorno, de não desistência, de convicção íntima.

Autor: Marise Toschi

Professora e tradutora de Francês, instrutora de Being Energy. Buscadora, praticante de yoga, meditação, estudiosa de tarô e astrologia. Com +50, casada, um filho e uma cachorra mimada. Escrevo às quintas-feiras sobre espiritualidade, corpo e comportamento.

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