Natal

Pronto, chegou, já está batendo à porta. Mal posso acreditar, parece que faz pouco tempo que ele veio, mas já se passaram quase 365 dias. O que acontece com o tempo, será que encolheu? Ou somos nós que, vivendo em um ritmo frenético, engolimos dias e noites? Seja lá o que for, hei-lo novamente! Sua história é muito antiga, consta que teve inicio há mais de dois mil anos lá em Belém. Tudo começou em uma manjedoura, com o nascimento de uma criança. Mas, dizem, não era uma criança como todas as outras, e nem foi concebida como as demais; nasceu já sob o signo da diferença, com uma missão ousada e complexa. Não viveria muitos anos, não teria uma vida tranquila, muito pelo contrário. Seria morto, crucificado, sepultado e depois ressuscitaria. Entretanto durante sua breve vida encarnado como Jesus, o homem, tinha que contar à humanidade que era um enviado de Deus, mais precisamente seu filho. E tinha que contar que era nosso irmão, e que todos nós somos filhos desse mesmo Deus. E que a vida não acaba com a morte do corpo uma vez que é eterna, que estamos aqui encarnados com o propósito de aprender, crescer, servir, evoluir. Também tinha que nos contar que Deus é amor e que o amor é a lei maior, e que para amar é preciso perdoar. E falou muitas outras coisas, e mostrou pelas suas atitudes que sabia perdoar e amar como nunca tinha se visto antes.

O resto da história vocês conhecem, ou pelo menos já ouviram falar. O fato é que o Natal transformou-se em uma data simbólica e comemorativa do nascimento de Jesus, o Cristo. Mas se passaram tantos séculos, o mundo viveu tantas mudanças que o Natal hoje não representa necessariamente a mesma coisa, não para todo o mundo. Há uma preocupação em presentear as pessoas, o que tem certa relação com o começo de toda essa história. Porque aquela criança recém nascida também foi presenteada por três homens, três magos, que deram a ele ouro, mirra e incenso. O ouro era um presente para Jesus o rei, o incenso era para Jesus o Deus, e a mirra para Jesus o homem. Também ao presentearmos as pessoas queridas tentamos dar algo que faça sentido àquela pessoa.

Continuamos aprendizes do Mestre, nos reunimos à mesa com a família e celebramos o amor que nos é possível sentir uns pelos outros. Ferimos e somos feridos, o exercício do perdão é imprescindível. Não sabemos ainda nem perdoar nem amar como Ele, mas aos trancos e barrancos vamos aprendendo. Ou não, mas tudo virá a seu tempo.

Felizes os que podem reunir-se nessa data com as pessoas que caminham pela vida ao nosso lado, felizes os que sentem gratidão e alegria por acreditarem na força do amor, por sentirem-se filhos de Deus, privilegiados pela oportunidade que esta encarnação representa. Felizes os que trazem no coração todos aqueles que amam e por quem são amados, mesmo que eles não estejam mais fisicamente próximos.

Para o Natal ter sentido é preciso resignificá-lo. A vida é dinâmica, a roda não tem começo nem fim. Faça o melhor que puder para que esta data simbolize o amor, comemore e vibre amor e alegria. Afinal, quem não quer ser atraído por essa força magnética que nos conduz ao centro e ao começo de tudo, quem não quer reconectar-se com a divindade que habita em cada um de nós?  Seja feliz, faça o outro feliz, e você estará honrando a vida!

Feliz Natal!

Autor: Ana Amorim

Psicóloga Clinica, Terapeuta, eterna curiosa e aprendiz de assuntos metafísicos. Escrevo todos os domingos sobre Comportamento.

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