Reinventar-se, palavra chave!

Muito bem, chegamos até aqui! Meio século já se passou desde que aportamos neste planeta e construímos uma história e tanto, não é mesmo? Dê uma espiadinha rápida no seu percurso e veja quantas coisas você fez, viveu, ganhou, perdeu, trocou, construiu. Há quem tenha estudado muito, se especializado e trilhado um caminho de sucesso profissional. Há quem tenha feito escolhas diferentes, se dedicado à formação de uma família com mais tempo para o companheiro, os filhos, a casa. Há quem tenha viajado, perambulado por esse mundão de meu Deus, livre, leve e solta. Há quem tenha feito de tudo isso um pouco. Há quem tenha tido um casamento, há quem já está no segundo ou terceiro e há quem escolheu não casar. Há quem teve filhos e há quem tem gato, cachorro, papagaio. Há quem fale várias línguas e quem ainda está aprendendo a se comunicar… Há quem goste de viver cercada de gente e há quem priorize a própria companhia. Há quem tenha grandes planos para o futuro, mas há também quem esteja se perguntando “e agora”?

Pois é, e agora Maria, e agora José? O que é que vamos fazer pelo resto de nossas vidas, com o tempo que temos para viver? Já cumprimos vários papéis, funções, assumimos personagens diversos e agora? Com a aposentadoria ou próxima dela, com os filhos fora de casa ou quase isso, com os pais que já partiram ou estão se despedindo, com os amores que ficaram pelo caminho ou com o companheiro que segue junto e vivencia algo muito parecido e agora, como ressignificar a própria vida?

Não há mais receitas, isso é claro; há sugestões de uma sociedade que não se cansa de ditar regras, mas será que vamos continuar nessa?? Será que não é este o melhor momento de olhar para dentro e fazer uma faxina emocional ampla, geral e irrestrita?  Que tal começarmos por tirar as mágoas das gavetas, dos compartimentos e colocá-las sob a luz da consciência? Olhar para cada uma delas, lavá-las mesmo que seja com as águas do nosso choro, tristeza, raiva ou arrependimento, e depois exorcizá-las com o perdão e o desapego? E quem sabe podemos fazer o mesmo com os conceitos, com as ideias pré concebidas, com todas as definições que colecionamos ao longo da vida? Que tal reduzir a bagagem pela metade?

E aí minhas amigas, hashtag #partiu. Para o novo, para o que ainda não foi vivido ou que já foi, mas de maneira diferente. Para o que não tivemos tempo ou coragem de viver. Para o que abrimos mão com receio da crítica alheia e do fracasso, ou também porque a auto imagem e a auto estima boicotaram. Agora é hora de nós boicotarmos os sabotadores internos e os externos também se preciso for. 

Reinventar, ressignificar, “bora” brincar de viver!! Somos capazes de fazer deste momento um tempo de prazer, de divertimento, de novas descobertas. Ouse, afinal de alguma maneira você já fez isso antes…

Autor: Ana Amorim

Psicóloga Clinica, Terapeuta, eterna curiosa e aprendiz de assuntos metafísicos. Escrevo todos os domingos sobre Comportamento.

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