Paul McCartney (e a rotina)

Este domingo fui com meu marido e um filho assistir ao show de Paul McCartney aqui em SP, no Allianz Parque (estádio do Palmeiras). Foi absolutamente fantástico!! Pontualidade britânica para iniciar o espetáculo, duas horas e quarenta minutos de palco, um público animado que cantou todas as músicas acompanhando o ex-Beatle.

Como ele tem pique para dar um show desses aos 75 anos, é um mistério. Tenho certeza que ele está bem mais disposto que eu, que ainda estou nos 50′

Mas o que eu queria conversar aqui é outra coisa: o quanto é difícil sair da rotina. Quando compramos os ingressos (creio que em Maio), à mera lembrança que iríamos ver Paul McCartney surgiam sorrisos de alegria e empolgação. Nesta última semana antes do show propriamente dito, a coisa mudou…

A ideia de sair do conforto de casa para enfrentar trânsito e multidão, ainda ter que lutar por boa posição de cadeiras – os lugares não eram marcados, dependiam do horário de chegada – e naquele tempinho feio… nossa, deu uma preguiça!… Juro que eu e meu marido estávamos quase cogitando em abandonar o programa.

Mas a melhor coisa que fizemos foi sair, acompanhar o filho e ir ao estádio. Passamos alguns momentos de incerteza até encontrar lugares razoavelmente bons, o tempo estava geladíssimo, bem ao estilo “terra da garoa”, porém a satisfação de ver, ouvir e cantar junto com o Paul… não tem preço (parafraseando a propaganda de Cartão de Crédito).

Conclusão: a rotina nos põe uma bola de ferro no pé e, se a gente não se rebelar e lutar para sair dela, passa a vida inteira fazendo sempre a mesma coisa. E fazer o diferente é simplesmente MARAVILHOSO. Recomendo.

Somos todas muito iguais

Recebi um link para uma página da Awebic com uma daquelas listas tão adoradas pela Internet: 23 lembretes que adultos de 23 anos precisam ler agora.

Entre os itens há alguns que podemos considerar válidos até os +50, mas estes dois abaixo são perfeitos:

Há duas enormes verdades nesses casos. Sim, nosso corpo nunca mais será igual ao que era aos 17 anos e precisamos tratá-lo corretamente para continuarmos vivendo bem nele. E sim, todas nós somos mais atraentes do que imaginamos.

Quando olhamos o espelho só vemos defeitos e nos amaldiçoamos por isso. Aliás, se alguém falasse para nós o que dizemos em nossas autocríticas, nunca mais olharíamos para essa pessoa, não é mesmo?

Use carinho para se avaliar. Aos 17 estávamos no auge da produção de colágeno e elastina, mas não tínhamos certeza do que fazer da vida, se teríamos sucesso, se encontraríamos alguém para partilhar a jornada. Hoje somos plenas de conhecimento e vivência, e nosso corpo e rosto têm mais é que mostrar isso. Daqui a alguns anos olharemos para trás e teremos certeza de como éramos bonitas. Então, por que não aproveitamos para sermos felizes conosco mesmo no tempo presente?

Não vamos perder essa chance de ACORDAR para viver o AGORA. Ame-se. Vista-se com o que tiver vontade. Saia da rotina massacrante ao menos uma hora por dia. Vamos fazer nosso melhor e APRECIAR o que somos HOJE.

*Post inspirado pelo texto da Ana deste domingo.

Jogo rápido

A vida é jogo rápido, estamos aqui e, de repente, não estamos mais. Aparecemos e desaparecemos em um piscar de olhos, muitas vezes sem aviso prévio ou explicações plausíveis; estamos no meio de uma atividade e somos retirados da cena, simples assim.

As justificativas? Aneurisma, ataque cardíaco, bala perdida ou endereçada, acidente, e por aí vai. O fato é que não sabemos a data do bilhete de partida e agimos como se fôssemos permanecer encarnados nesse corpinho por séculos!

Que essa ilusão permeie nossa existência enquanto somos jovens é compreensível, afinal quando se tem 18 anos, a sensação é de uma estrada sem fim pela frente, e o sentimento de onipotência é largo, vamos mudar o mundo e temos todo tempo do mundo para fazer isso. Mas, passada essa fase, e todos nós sabemos que ela passa rápido, a ficha precisa cair.

Postergar as realizações e prazeres é como jogar água para fora da bacia, é preciso entender que cada dia neste planeta lindo é precioso, e que merecemos aproveitá-lo com vontade. Já vivemos meio século, experimentamos de tudo um pouco. Enfrentamos desafios de tamanhos e intensidade variados, nos viramos de todas as maneiras possíveis para “ganhar a vida”, nos lotamos de deveres e obrigações, nos responsabilizamos e nos cobramos por um monte de coisas, e sonhamos que um dia curtiríamos a vida sem pressa.

Pois bem, parece que o tempo de fazer isso é agora, afinal os primeiros 50 anos já se passaram… Mas essa é uma mudança importante, que requer muitas outras mudanças para, de fato, acontecer. Implica em olhar para nós mesmos de um jeito diferente e dimensionar o tempo de outra forma. Implica em rever prioridades, reformular conceitos, perdoar-se e colocar-se como merecedor do prazer. Falando nisso, é preciso procurar por ele no final da lista e trazê-lo para encabeçá-la.

Implica em sair do piloto automático e dirigir a própria vida, em questionar-se sobre o que se deseja a cada momento. Escolher o que se quer comer, beber, vestir; o que queremos e o que não queremos mais ouvir, com quem queremos nos relacionar e de quem precisamos criar saudável distância. Implica em trocar obrigações por concessões, abaixar o volume do coro interno que repete a ladainha da culpa.

Parece difícil? Mas não é, talvez seja apenas um pouco trabalhoso. Esta sexta eu havia terminado de trabalhar mais cedo e resolvi abrir os armários do consultório e organizar as inúmeras pastas de textos, relatórios e anotações. Recebo um telefonema do meu filho que estava na porta de casa e se deu conta que havia esquecido a chave, não tinha como entrar. Disse a ele que viesse até o consultório pegar a minha chave de casa, são três quarteirões de distância. Desliguei o telefone e olhei para a minha mesa lotada de papéis, mas consegui olhar também para a oportunidade de encontrar meu filho no meio da tarde, e pensei que gostaria muito de aproveitar aquele momento.

Quando ele chegou para pegar a chave convidei-o para sairmos e comermos alguma coisa gostosa, convite que foi prontamente aceito. Olhei para a mesa e tive a certeza que tudo aquilo podia esperar para ser arrumado. Saímos, fomos comer, conversamos sobre muitas coisas, ele foi me contando o que havia acontecido na semana, o que ele estava planejando, e foi uma delícia!! Senti que ele retribuiu meu convite convidando-me a entrar um pouco na vida dele.

Fica aqui o convite para você rever suas prioridades, fazer o que te dá prazer, ter tempo para jogar conversa fora, regar as plantas, olhar o por de sol pela janela, ouvir aquela música que tanto gosta. Estar atento para aproveitar cada pequena oportunidade e transformá-la em um momento de prazer!

Moda aos 50′

Falando francamente, vocês não acham que muita coisa melhorou ao ganharmos mais idade? Hoje eu me aceito muito mais do que quando era jovem e tinha que provar meu valor a cada minuto. Agora isso está estabelecido, não há mais stress nesse sentido. E aceito meu corpo também, não fico mais na frente do espelho inspecionando se surgiu uma ruga ou uma manchinha na pele.

E acho que com a Moda é a mesma coisa. Quem nunca se vestiu de forma desconfortável só porque a roupa era ‘linda’ ou estava na moda? Ficar ajustando a alça da blusa que teima em cair, ou puxando a barra da saia para baixo, ou se espremendo numa calça jeans, nunca mais! Sabemos mais que isso.

Usar sapato desconfortável… o tipo mais comum de sapato que existe . Mas hoje preferimos não comprar calçados que fatiem os pés. E também não exagerar no salto para manter os tornozelos saudáveis e longe das quedas, por favor!

Correr para as liquidações e gastar em peças “mais ou menos”. Se você ainda faz isso, hora de aprender: comprar algo mais barato, mas que não é exatamente o que lhe veste bem e o que você estava procurando, é uma roubada. No final, a peça fica encostada no guarda-roupa e a gente fica com menos $ para gastar em algo de real valor para nós.

Por fim, creio que as modinhas que surgem a todo momento não nos encantam mais. Lógico que queremos estar na moda. Mas não vamos usar algo que não tem nada a ver com nosso estilo e também não vamos ficar escravas do último lançamento em roupas. Concordam?

Preconceito

À medida em que os anos foram se acumulando eu fui ficando cada vez mais crítica com as lojas muito “jovens”. Olhava as vitrines e já julgava que nada dali poderia – e nem deveria! – me servir. Pois mudei de ideia.

Semana passada entrei na mega jovem John John para comprar um presente e me vi encantada com a jaqueta que uma vendedora usava. Era da loja e quis experimentar. Foi paixão instantânea!

Sempre gostei da estética rocker e a John John tem muita coisa nesse estilo. Experimentei também esta parka de mangas bordadas, e é linda (apesar da cintura ter ficado muito alta, o que me fez desistir de levá-la).

Resultado: passei a achar que não importa o rótulo da loja, o que importa é se você encontra seu estilo nela. Não nego, voltarei lá para buscar outras peças.

Moral da história: deixei de ter preconceito e estou revendo essa questão de “idade”. O que você pensa sobre moda X idade?