E aí, como vai o coração?

É sempre bom dedicar atenção para esse órgão tão especial. Não estou falando de cardiologista, eletrocardiograma ou qualquer outro cuidado físico. Falo simplesmente da sensação que temos dentro do peito, de leveza ou de opressão, diante das diferentes situações de vida.

O coração é o órgão da coragem, o centro da vida. No antigo Egito, dizia-se que Anúbis, o deus guardião dos túmulos e juiz dos mortos, presidia a pesagem do coração em uma balança cujo contrapeso era uma pluma. Ficando a balança equilibrada a pessoa seria aceita triunfalmente no reino de Osíris, senão seria devorada. Não devia ser fácil.

Mas, o que é um coração leve?

É aquele que não carrega dia após dia rancor, mágoa, aborrecimentos. Para o coração ser leve é preciso ir deixando essas coisas pelo caminho. No final do dia, com a cabeça no travesseiro, entregar para o passado o que foi bom e o que não foi. E dormir esvaziado de pensamentos.

Tenho o hábito de fazer “A grande Invocação”, mas toda a forma de se reconectar e de se apaziguar é bem-vinda. O famoso professor de Yoga Hermógenes prodigalizava o seguinte conselho: diante das dificuldades que parecem intransponíveis Entregue, Confie e Aceite.

Mas, às vezes, é tão difícil deixar ir. As ideias insistem em “colar” e a mente não para de desfilar o rosário de preocupações, reclamações, dúvidas… E aí, haja coração. O coitadinho fica diminuído sob o peso de sofrimento auto imposto.

O que fazer? Vale parar e observar o ritmo da própria respiração, parar de trabalhar por alguns minutos e olhar as plantas pela janela, vale pasmar alguns segundos diante do milagre do momento presente, sem pensar em mais nada. A mente descansa. O coração se fortalece.

Porque o amor tem que começar comigo, com você, com uma atenção carinhosa para essa pessoa que a cada dia faz escolhas e recria seu mundo da melhor forma possível. Não se trata de recompensar uma boa performance, mas de se dar um carinho gratuito, espontâneo, incondicional. Simplesmente pelo fato de estar aqui, de estar em vida. Comemorar o minuto presente se amando sempre e cada dia um pouco mais.

No seu dia a dia enamore-se de você. Presenteie-se com um coração leve.

Corpo e xamanismo

Calcula-se que a origem do yoga remonte a 5000 anos. Assim como o yoga, os movimentos energéticos da metodologia Being Energy surgiram há muito tempo, provenientes das tradições xamanísticas. Eram chamados por seus praticantes de “passes mágicos” por promoverem foco e vitalidade.

Foi só recentemente que eles chegaram até nós, graças a Carlos Castaneda, antropólogo e escritor que vivenciou e integrou toda a tradição tolteca.

Carlos Castaneda decidiu dar uma “forma”, ensinar de forma mais didática esses movimentos de modo a poder beneficiar mais pessoas. A essa organização ele deu o nome de “Tensegridade”.

O Being Energy é uma ramificação criada por Aerin Alexander e Miles Reid. Eles foram seus discípulos e acompanharam Carlos Castaneda durante toda a sua vida. Com a experiência adquirida, associaram a esses movimentos informações da ciência atual e tornaram essa prática ainda mais acessível.

Tudo isso para dizer que a busca do bem-estar através do corpo é algo que aparece de diferentes formas, com diferentes nomes, mas que há sempre o cerne comum. Felizmente, pois assim podemos escolher a atividade física que mais se adequa a nós mesmos.

Hoje, quero mostrar a vocês a Aerin Alexander (minha “mestra”) demonstrando a sequência completa de “Reunindo Energia”. Eu acho super bonito. E vocês?


Being Energy!

Na semana passada eu perguntava como deixar a preguiça de lado e começar a me movimentar. De certa forma, a resposta veio através de outra pergunta: para que, com que objetivo, intenção quero me movimentar fisicamente, afinal? Eis as minhas respostas:

  • Para ter saúde. A musculatura em dia é garantia de menos lesões e mais disposição.
  • Para ter um corpo mais ágil, capaz de enfrentar os desafios cotidianos.
  • Para me sentir mais livre internamente. Me movimentar me dá leveza e me faz feliz.

Diante disso, ficou claro que a preguiça tem que ser vencida. E assim sendo, resolvi voltar à atividade praticando os movimentos energéticos do Being Energy, método do qual sou instrutora. O bom filho à casa retorna.

Deixe-me apresentar o Being Energy para você. Being Energy é um sistema de movimentos, respiração, meditação, que tem na sua origem conhecimentos ancestrais xamanísticos. Certos movimentos não são benéficos apenas para o corpo, mas funcionam como catalizadores de energia e nos ajudam a recuperar a conexão interna e a vitalidade. (Se você quiser ter uma visão mais completa dessa metodologia, pode acessar o site: http://energylifesciences.com)

Nas atividades do Being Energy há sequencias de movimentos com objetivos definidos e algumas delas são feitas em posição sentada. Uau! Tem coisa melhor para dar coragem a um ser inerte do que se exercitar sentado? Ok! Não é aquele sentado, relaxado, no sofá. Mas, é uma maneira eficiente, elegante e prática de dar um pontapé na preguiça e começar a atingir os objetivos listados lá em cima…

Vamos praticar juntas? Meu próximo post será um vídeo onde ensino uma sequência de movimentos rápida e eficiente. E aí, que tal cumprir aquela “tradicional resolução de ano novo” de um jeito diferente? Pode ser ótimo!