Minha seleção de filmes do Netflix

É muito bom reservar um tempo para assistir um bom filme. Distrai e pode ser uma fonte de ideias, de aprendizado, de debates, de conversas.

Acredito que alimentar a mente é tão importante quanto alimentar o corpo, pois, aquilo que lemos, que ouvimos, que vemos, fica reverberando dentro de nós. Assim sendo, uma boa escolha que leve em conta o que nos faz feliz, agrada a alma.

Por exemplo, não gosto de filmes de guerra. Eles podem ser emocionantes e tocantes, mas me recuso a vivenciar, nem que seja por procuração, as atrocidades que são cometidas.

Não assisto filmes que tenham cenas de violência gratuitas, não suporto cenas de tortura ou estupro. Para que me expor a isso? Para que encher minha mente de tristeza e maldade?

Caminho no sentido contrário, e por isso, tenho uma lista de documentários a sugerir que vão encher seu coração e mente de vitalidade e esperança. Vamos lá:

Cosmos

Amo! Apresentado pelo astrofísico Neil de Grasse Tyson é uma séria super bem produzida, com imagens belíssimas. É uma homenagem aos homens e mulheres (sim, aqui somos reconhecidas!) de ciências. Uma viagem deliciosa pelo caminho do conhecimento. Recomendo muito.

The Altruism Revolution

Se você acha que “o mundo está perdido”, este é o filme certo para você. Neste documentário, vemos que a tendência ao amor e à solidariedade não é uma ficção. Estudos comprovam que a generosidade é presente e natural no ser humano. Se você já sabia disso, assista e comprove.

Demain

Quem são as pessoas que estão hoje criando um viver mais orgânico e que respeita a natureza? Elas mobilizam muita gente e esse poder de transformar não está apenas ao alcance de empresários e governo. Com atitude podemos fazer muito mais pelo mundo.

Happy

Onde está a felicidade, de que forma ela se apresenta, sob que circunstâncias? Aqui, novamente, o intuito é focar o que queremos alcançar (a felicidade!) e não os problemas, doenças, etc, etc, etc, que dificultam nosso acesso a ela. Ela é o tema deste documentário e há entrevistas, pesquisas, estudos. Tudo muito bem apresentado e agradável de se ver.

Enjoy!

Filme: O Quarteto

Anda difícil encontrarmos um filme inspirador e que não tenha cenas de pancadaria, não é? Pois “O Quarteto” é exatamente assim!

A história se passa em um luxuoso lar para músicos eruditos aposentados. Em meio aos ensaios para o espetáculo anual que os residentes fazem para arrecadar doações (que visam manter o lar aberto), chega à casa uma antiga diva da ópera. Sua vinda causa desavenças com o ex-marido que já estava hospedado lá e rusgas com antigas rivais de palco. Junte-se a isso o mal estar por sua recusa em participar do festival integrando seu antigo quarteto de vozes. 

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A história pode ser simples do ponto de vista dramático, porém, o que encanta são os atores e seus personagens. Todos velhinhos, aposentados, de cabelos brancos, e ensaiando seus instrumentos ou vozes, se mantendo ativos mesmo em meio às dificuldades de locomoção e perdas de memória.

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Aliás, a senilidade e a consciência da decadência – da voz que não é mais perfeita, dos dedos que não respondem como antes ao instrumento – são mostrados o tempo todo. E ver a luta deles para superarem os contratempos trazidos pela idade avançada é inspirador. 

A música é ponto alto: trechos conhecidos de óperas, estudos de Bach, uma delícia de ouvir. Destaque também ao cenário, que não poderia ser mais bonito: a casa de repouso é uma mansão inglesa belíssima, rodeada de jardins.

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A direção do filme (2012) é de Dustin Hoffman e os atores principais são os excelentes Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly e Pauline Collins. Disponível no Netflix, não perca. Eu fiquei com o coração aquecido!  <3

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