10 anos mais jovem em um final de semana

Usando de um título provocativo a autora deste livro curtinho (107 páginas, em inglês), Jan Small, pretende dar as dicas para que “em uma semana, você surpreenda suas amigas e se sinta no topo do mundo”.

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Claro que acreditar piamente nessa promessa seria loucura. Mas vamos ver o que o livro oferece? Abaixo estão os títulos dos capítulos e algumas anotações minhas:

 

Retire 10 anos (e 10 pounds*) com seu guarda-roupa  {*4,5 kg}

Evitar vestir dos pés à cabeça com um só estilo ou estilista pois, segundo a autora, pessoas jovens sempre escolhem usar um mix eclético de itens. Escolher clássicos com alguma peça atual e combinar qualidade com estilo é o ideal. Nada de tailleur, nada de mostrar muita pele, porém as saias nunca devem estar abaixo dos joelhos e devem manter o corte ajustado. Não usar nada que interesse adolescentes, como tornozeleiras, tie-dye, cores ácidas . Cuidado especial com os óculos de grau: fugir dos modelos ultrapassados e escolher sabiamente a armação. Abdicar dos sapatos feios confortáveis, seguir a moda e tentar modelos atuais, sendo que quanto mais salto você conseguir usar, melhor. Malhas e camisetas com logos e slogans estão terminantemente vetadas. Use roupas que alonguem, revelem suas melhores qualidades e escondam seus defeitos (dããã…). E, importante, faça uma análise de cores. Saber usar as cores certas para sua pele e cor de cabelos é fundamental.

Como aparentar mais jovem e magra num instante

Postura! Escolha um exercício como ballet, yoga ou Pilates, que melhoram e mantêm boa postura.

Rejuveneça seu rosto e pescoço

Cremes, tratamentos estéticos, botox, preenchimento, massagens. Parece que neste caso não há milagres possíveis.

Um corpo mais jovem

Esfoliação e hidratação, nunca esquecer. Se puder fazer um bronzeamento artificial, melhor ainda (há cremes que dão aparência de bronzeado).

Modernize seu corte de cabelo

Gente, este foi o item que mais achei interessante! Ela diz que para conseguir um novo corte de cabelo é necessário também um novo olhar. Se você corta há muito tempo com um mesmo profissional, ele já terá uma ideia formada sobre qual é o melhor corte para você. Quer mudar? Consulte as amigas e vá a um novo cabeleireiro!

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Um sorriso mais jovem

O perfume da juventude

Aparente mais jovem com maquiagem

Não deixe suas mãos entregarem sua idade

Pense em você como jovem: é uma coisa de atitude

Contenha os anos para sempre

Não posso detalhar todos os itens para não infringir direitos autorais. Como você pôde ver pelos capítulos que comentei, são dicas simples, todavia muitas vezes esquecemos de colocá-las em prática.

Muita coisa pode realmente ser feita em um final de semana, porém esse tanto de atenção e cuidado pessoal parece mais adequado a um esforço contínuo do que a uma corrida de dois dias.

Resultado: achei interessante, tem dicas boas, não é realista quanto ao tempo (óbvio). Como todo livro de aperfeiçoamento pessoal, vai funcionar o tanto quanto a leitora resolver investir nos conselhos.  #instigante

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No caminho

Com o final do ano se aproximando, é meio automático fazermos o balanço do que vivemos, do que foi bom e do que precisamos melhorar.

Pessoalmente, acabo sempre me recriminando por minha falta de obstinação, por me entusiasmar e depois ir abandonando as atividades aos poucos, geralmente por estar cansada demais ou ocupada demais. Bem no meio de um momento de feroz autocrítica, li o livro “No caminho – fragmentos para ser o melhor”, de Maria Júlia Paes da Silva.

grd_34564_15133Nele, a autora relata seu trabalho diário, persistente, de todo dia cumprir aquilo que se determinou a fazer e o resultado desse esforço. A caminhada é cotidiana, o compromisso consigo mesmo é refeito a cada dia, ano após ano. O resultado é visível, é real.

Sei disso porque conheço Maria Julia e constato a veracidade de suas palavras. Admiro sua postura equilibrada e bem-humorada diante da vida. Ver uma pessoa próxima manter seus compromissos internos e executá-los coerentemente, me deu mais vontade de fazer o mesmo. Deixou de ser algo impossível. Tornou-se prróximo, concretizável. Está ali, presente na próxima decisão, entre comer um doce ou uma fruta, entre ler ou assistir televisão, entre fazer uma caminhada ou deitar e descansar um pouco.

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Não há resposta correta. A cada momento, temos que respeitar nossa realidade. No entanto, se quero melhorar meu condicionamento físico, sei que devo escolher caminhar mais vezes do que me deitar na rede de balanço. Isso é ser coerente.

Aquele projeto de começo de ano (às vezes, do começo de todos os anos) de fazer ginástica e emagrecer, não será alcançado se for passageiro. A primeira semana na academia pode ser seguida de várias semanas de ausência se nosso propósito não for real, ou se ele for imediatista. Mas ele pode ser lindamente realizado se optarmos por dar pequenos passos, todos os dias, sem nunca tirar os olhos do objetivo.

Espero que o livro “No Caminho” inspire muitas pessoas, assim como me inspirou, ensinando que cada passo, por pequeno que seja, é fundamental quando estamos criando nosso destino.

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Como envelhecer

Este é um livro da coleção The School of Life, uma série que aborda temas relevantes e informativos, que interessam à maioria das pessoas. A autora, Anne Karpf, é escritora, socióloga da saúde, jornalista premiada, locutora, professora adjunta de redação profissional e pesquisa cultural na London Metropolitan University e escreve artigos regularmente para jornais e revistas.

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O livro se inicia mostrando que hoje em dia pessoas com 30 anos, às vezes até 20 anos, já estão preocupadas com envelhecimento, enquanto muitos da faixa de 50-60 estão encarando fazer quaisquer intervenções que os deixem com aparência mais jovem. Na verdade, diz a autora, “todos estão sofrendo da mesma dolorosa condição: um medo profundo de envelhecer”.

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O que ela nos faz entender é que o envelhecimento é algo presente por todo o ciclo da vida, está acontecendo a todo momento para todas as pessoas. Não tem sentido determinar uma idade na qual chegamos à barreira do envelhecimento, como se fosse algo exclusivo da última década de nossa vida.

“Envelhecer é viver e viver é envelhecer, e ser anti-idade (como muitos produtos, cheios de orgulho, dizem ser) é o mesmo que ser antivida.”

O que devemos combater é a falta de habilidade de mudar, e não o envelhecimento em si. Ficam melhores as pessoas que são capazes de se livrar de ideias fixas e ter flexibilidade de pensamento.

“Na nossa cultura, sentir que tem a própria idade é sinônimo de se sentir mal e sem vitalidade. Agora imagine se significasse sabedoria e experiência.”

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Achei o livro muito bom, mostra que devemos ansiar por combinar com nossa idade real e não ficar tentando burlar um processo biológico que é inevitável. As pessoas ficam cada vez mais únicas à medida em que ficam mais velhas, pois têm mais bagagem específica, tanto cultural como de vivência. Precisamos tirar a impressão de que envelhecer é ficar doente e incapaz. Isso é uma visão deturpada que faz com que todos temam ganhar idade e é ótimo para companhias que lucram em cima dessa ideia: indústrias farmacêutica e de cosméticos, clínicas especializadas em plásticas e dermo-procedimentos, etc.

O texto foi muito bem escrito e é empoderador. Se você tem +50, leia. Você vai gostar!

{Comprei o e-book pela Amazon, a R$16,88. O livro físico está R$22,32}

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