Vamos destralhar?

Retirar o excesso que nos cerca exige determinação e uma boa dose de trabalho. Compramos muito mais do que realmente necessitamos e, quando vamos ver, estamos com os armários lotados de roupas, utensílios de cozinha, enfeites diversos, etc.

Nem precisamos nos arvorar a minimalistas: o destralhamento é uma necessidade em todas as casas, seja mais dia ou menos dia. É aquela hora em que você vê que não dá mais para guardar todos os cadernos e desenhos que seu filho fez no pré-primário; que as roupas que não servem mais estão só atrapalhando o vestir-se de manhã; que a quantidade de bibelôs está deixando a rotina de tirar pó das mesas um verdadeiro inferno. Aí você decide arregaçar as mangas e destralhar.

Mas como decidir o que fica e o que vai? Há alguns truques, olha só:

1- Você compraria esse objeto agora? Muitas vezes nossos pertences “caducam”: eram perfeitos um tempo atrás e agora não significam nada ou não têm mais espaço na nossa vida atual e é hora deles cederem seu espaço.

2- Isto pertence a este lugar? Essa pergunta visa determinar se aquele objeto tem espaço em sua casa. Pode ser que ele apenas esteja colocado em lugar errado, mas pode ser que ele não “converse” mais com você ou sua casa. Sua resposta vai determinar se o mesmo ficará estável ou será descartado.

3- Posso usar este espaço de forma diferente? Talvez a simples mudança de objetos de lugar lhe dê uma mesa livre para ser usada de outra maneira: em um hobby, para um cantinho de tomar chá. Coisas demais bloqueiam nossa capacidade de ver mais longe, de ter mais criatividade.

Abrir espaço é libertador! O destralhe dá sempre uma incrível satisfação ao vermos o quanto a rotina fica mais fácil quando tudo está sem seu lugar e tudo tem um lugar para ficar. O que sobrou pode ser doado, vendido, cedido a outros que possam dar utilidade àquilo. Vamos lá?

[texto inspirado em post do site Break the Twitch]

Arrumação dos sapatos

Desde que conheci o primeiro livro da Marie Kondo [leia Kôn-do] e fiz arrumação geral das minhas roupas, estava em débito para fazer o mesmo com os sapatos.

Deveria ser um processo bem mais fácil… Afinal, não há que experimentar tudo, é só olhar e definir o que fica e o que vai. No entanto, passei meses (mais de um ano) antes de criar coragem para mexer nesse nicho, e só consegui avançar depois de ter angariado a ajuda da minha irmã e de ter definido claramente qual o critério de escolha.

Para quem gosta de sapatos muito peculiares (coloridos, com cristais, com bordados, etc.), a coleção que se acumula ao longo do tempo parece ter um significado especial: como doar um sapato de estampa pied-de-poule? Ou um roxinho? Como vou ficar sem essas “opções” no guarda-roupa? [risos]

Foto: Sarah Jessica Parker shoes

Então, já que não havia como me desapegar espontaneamente de modelos tão diferentes, o critério foi Qualidade. Ficaram os de bons sapateiros (dos pares nacionais ficaram todos os da Tatiana Loureiro, com louvor!) enquanto os sapatos de feitio não tão esmerado, os repetidos em cor ou os desgastados foram separados para doação.

Que alívio quando terminamos! Saber que agora é só retirar qualquer um do armário que ele estará bonito e perfeito, é uma sensação ótima.

Sinceramente? Lamento não ter feito isso a mais tempo. Portanto, fica a dica: aplique já o método Konmari em seus pertences. A gente até respira melhor quando destralha! 😄

 

Obs.: Este post apareceu primeiro no blog Pílulas de Moda e foi escolhido para republicação aqui devido minhas férias.