Saturno na Cabeça!

Hoje comprei uma agenda. Não é uma agenda artística, importada, bonita, como eu sempre procuro. É uma agenda básica, semanal, cinza, com uma boa diagramação para tornar possível uma melhor organização. Pois é, mesmo sem pensar no assunto, acabei comprando uma agenda “saturnina”. A vida é assim.

Dizem os astrólogos que este ano estará sob a égide do bom e velho “Saturnão”, astro temido por alguns por conta do sentido de responsabilidade (cobrança?) que ele imputa. Saturno rege as estruturas, os ossos, o tempo. É aquele que representa o arcabouço e o caminho sem atalhos. Saturno é exigente e as conquistas associadas a ele são resultado de esforço e de trabalho. Logo, é melhor deixar logo de lado a preguiça e atacar os projetos, com método, paciência, perseverança.

Não é para desanimar, viu? Consistência e foco são qualidades que precisamos sempre desenvolver ou aperfeiçoar. Decidi aceitar o desafio saturnino e melhorar nesse aspecto. Tenho uma boa quantidade de trabalho à frente, pois sou meio “artística” e volta e meia faço coisas baseadas mais na intuição do que na razão. Toca criar uma estrutura mais organizada e ter mais método no dia a dia. Será que vai ficar chato? Isso eu não sei, e quando descobrir escrevo um outro post.

4 Rituais para começar 2018 com o pé direito

Por que não praticar algum ritual para iniciar bem o ano? É sempre bom colocar um pouco de energia positiva na vida. Pensando nisso, fiz alguma pesquisa e selecionei quatro rituais que me parecem bem legais:

  • Palavra chave

Tudo começa com uma olhadinha no ano que está acabando e com um breve balanço, pois a partir da consciência do lugar e estado no presente a gente pode fazer melhores escolhas para o ano que começa.

Então, toca a escolher uma palavra chave. Ela é um recurso para ter claro em que direção se quer caminhar. Ela deve nos inspirar a alcançar aquilo que consideramos um estado ideal em nossa vida. Abundância? Liberdade? Amor? Zen?  Escolha algo que ressoe intimamente, sem levar em consideração a opinião de outros.

Encontrou? Ótimo! Deixe a criatividade correr solta e faça um desenho, cole a palavra no armário, faça com que ela esteja visível. A rotina e a correria do dia a dia nos fazem esquecer até as coisas mais fundamentais. E você não quer esquecer o que quer alcançar, certo?

  • Quadro dos desejos

Sabe quando estamos folheando uma revista e de repente damos aquela paradinha, por que algo chamou atenção? Pois é, arranque a página e recorte. Seguindo sua intuição, procure em revistas, imagens, palavras citações e ou frase que inspirem. Espalhe sobre uma superfície plana e perceba o que essas imagens comunicam de especial para você. Você pode reagrupá-las por área de vida (pessoal, profissional, familiar…) ou seguir sua própria inspiração.  

Você pode fazer uma colagem e colocar em um local estratégico para poder ver sempre e para que as imagens e palavras se inscrevam na cabeça e no coração.  

  • Deixe ir !!!

Ritual fácil e eficiente. São necessários: alguns minutos, papel e caneta. Basta escrever o que não nos serve mais, o que queremos largar de vez. Exemplo: ex-marido, quilos, lembranças tristes, emprego chato…

E então, (que maravilha!!), a gente passa o papel na trituradora, ou queima, onde for possível! Que sensação boa! A ideia é parar de arrastar o que não serve mais e eliminar da vida aquilo que nos perturba!

  • Uma carta para você mesma! 

A ideia é escrever para si mesma uma carta e se desejar a realização de todos os sonhos, mesmos os mais loucos. Considere os aspectos pessoais, profissionais, de família, emocionais, financeiros. Nessa carta, você projeta em que situação quer se encontrar daqui a um ano.

Então, coloque essa carta em algum lugar especial, ou peça a alguém para entregá-la a você em dezembro de 2018, que é quando você vai relê-la.

Fiquei curiosa para saber qual será a sensação de rever os sonhos e descobrir o que terá sido conquistado!

Espero que algumas dessas ideias a inspirem e que elas se revelem instrumentos para colocar foco na vida. Vamos “esquentando os motores” para criar sempre o melhor para nós e para aqueles que nos rodeiam!

Que seu Natal seja lindo e que seu coração esteja leve!

Fonte: http://yoopa.ca/psychologie/parent/relations-familiale/quatre-rituels-pour-commencer-la-nouvelle-annee-en-beaute

Escolha a Alegria!

A cada dia temos de presente 24 horas só para nós. O que fazemos com elas?

Há dias bons, outros nem tanto. Em algumas manhãs, saltamos da cama, ansiosos pela vida. Às vezes, queremos apenas dormir e esquecer o que se anuncia. Somos assim. Mas, de qualquer forma, sempre podemos escolher. Escolher como vamos encarar a realidade que se descortina diante de nós. Escolher reclamar ou celebrar.

Hoje, fiz uma seleção de frases de dois pensadores que me inspiram muito. Todas elas falam de coragem, de vida, de alegria. Espero que elas possam lhe trazer um sopro de energia, assim como fazem comigo.

Osho

“Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. 
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências.”

“A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa “coração”. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.”

“Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva, em vez disso, divirta-se! Não analise, celebre!”

 
Joseph Campbell

“Siga a sua alegria, e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.”

“Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer.”

“Dizem que o que procuramos é um sentido para a vida. Penso que o que procuramos são experiências que nos façam sentir que estamos vivos…”

“Encontre um lugar em você onde haja alegria e a alegria vai eliminar a dor.”

“Não podemos curar o mundo de seus pesares, mas podemos escolher viver com alegria.”

Dia de Ação de Graças

Gosto muito da ideia dessa data. Momento de parar, repensar o ano que passou e… agradecer.

Sem reclamações, lamúrias, sem achar que deveria ter sido diferente. Simplesmente, fazer o exercício de reconhecer o que foi bom e o que é bom, todos os dias.Hoje fizemos esse exercício na hora do jantar. Propus que fizéssemos um agradecimento por algo de especial neste ano. Primeiramente, meu marido e meu filho me olharam com ar de surpresa. Comecei então, lembrando de alguns momentos especiais e do amor que tenho pelos dois. Na sequência, foi muito fácil para ambos enumerar todos os motivos que temos para sermos gratos.

Isso não significa fazer de conta que as dificuldades e desafios não existem. Eles estão aí, nós os enfrentamos e lembramos de cada detalhe deles. Já agradecer… Agradecer, muitas vezes a gente esquece.

É por isso que acho muito bom ter um dia do ano só para isso: para nos darmos conta de todo o lado feliz e afortunado que existe na vida de cada um de nós.

Limpeza de final de ano

A gente se apega às coisas mais bizarras. Por exemplo, a uma imagem negativa que fez de si mesmo, à uma lembrança dolorosa, até aos quilos a mais instalados no corpo ao longo dos anos. Por que?

Porque muitas vezes dores conhecidas escondem outras que não queremos enfrentar. Deixar de comer doces pode ser terrivelmente difícil, não por que não se pode viver sem seu sabor, mas porque representa a perda de um recurso para “fazer sumir” (momentaneamente, é claro) um incômodo com o qual não quero lidar.

No processo de “deixar ir” quilos, lembranças, imagens, podemos nos deparar com o que deu origem aos mesmos. E, de repente, as velhas dores estão lá, esperando, pacientemente, o nosso retorno. O que há dentro de nós não some (puff!) e vai embora voando. E tudo o que não encerramos fica esperando para ser concluído. São pendências que ficam na mente e no corpo, incomodando ao longe. Sobretudo, o que não está resolvido nos faz gastar energia. Energia para afastar cada pensamento, para manter-se exatamente igual, mesmo que esse estado não seja assim tão bom. É a conhecida zona de conforto.

Pois é, o final do ano está chegando e com ele as questões familiares envolvendo as festas, as compras, o prazer ou o desprazer diante de tudo isso. Vem também aquela voz interna perguntando sobre o período: Ano bom? Ano ruim?

No entanto, agora, depois de uma certa idade, sabemos que não é tão simples assim. Cada momento tem suas lições e talvez o melhor questionamento seja: estamos aprendendo? Como é que estou carregando a minha “bagagem” de vida? Ela está ficando mais leve, ou mais pesada? A boa notícia é: todo dia é uma oportunidade de esvaziar a mala.

Meu pai é um senhor elegante e lúcido de 92 anos, que há 2 enfrenta uma perda de visão progressiva, debilitante. A cada dia relata que está vendo cada vez menos. Uma situação horrível, sem dúvida. Ontem, eu lhe dei a sugestão de observar aquilo que ele ainda enxerga, as cores, as formas, valorizar o que é possível ser visto. E vi seu rosto se iluminar um pouco.

Talvez, para viajarmos mais leves, seja importante colocarmos em evidência aquilo que é bom em nossas vidas, dando o devido lugar a cada evento. Fazer uma limpeza de final de ano, procurando olhar para o que nos incomoda com olhos mais serenos, deixar ir o que não serve mais e, então, seguir em frente.