Somos todas muito iguais

Recebi um link para uma página da Awebic com uma daquelas listas tão adoradas pela Internet: 23 lembretes que adultos de 23 anos precisam ler agora.

Entre os itens há alguns que podemos considerar válidos até os +50, mas estes dois abaixo são perfeitos:

Há duas enormes verdades nesses casos. Sim, nosso corpo nunca mais será igual ao que era aos 17 anos e precisamos tratá-lo corretamente para continuarmos vivendo bem nele. E sim, todas nós somos mais atraentes do que imaginamos.

Quando olhamos o espelho só vemos defeitos e nos amaldiçoamos por isso. Aliás, se alguém falasse para nós o que dizemos em nossas autocríticas, nunca mais olharíamos para essa pessoa, não é mesmo?

Use carinho para se avaliar. Aos 17 estávamos no auge da produção de colágeno e elastina, mas não tínhamos certeza do que fazer da vida, se teríamos sucesso, se encontraríamos alguém para partilhar a jornada. Hoje somos plenas de conhecimento e vivência, e nosso corpo e rosto têm mais é que mostrar isso. Daqui a alguns anos olharemos para trás e teremos certeza de como éramos bonitas. Então, por que não aproveitamos para sermos felizes conosco mesmo no tempo presente?

Não vamos perder essa chance de ACORDAR para viver o AGORA. Ame-se. Vista-se com o que tiver vontade. Saia da rotina massacrante ao menos uma hora por dia. Vamos fazer nosso melhor e APRECIAR o que somos HOJE.

*Post inspirado pelo texto da Ana deste domingo.

Jogo rápido

A vida é jogo rápido, estamos aqui e, de repente, não estamos mais. Aparecemos e desaparecemos em um piscar de olhos, muitas vezes sem aviso prévio ou explicações plausíveis; estamos no meio de uma atividade e somos retirados da cena, simples assim.

As justificativas? Aneurisma, ataque cardíaco, bala perdida ou endereçada, acidente, e por aí vai. O fato é que não sabemos a data do bilhete de partida e agimos como se fôssemos permanecer encarnados nesse corpinho por séculos!

Que essa ilusão permeie nossa existência enquanto somos jovens é compreensível, afinal quando se tem 18 anos, a sensação é de uma estrada sem fim pela frente, e o sentimento de onipotência é largo, vamos mudar o mundo e temos todo tempo do mundo para fazer isso. Mas, passada essa fase, e todos nós sabemos que ela passa rápido, a ficha precisa cair.

Postergar as realizações e prazeres é como jogar água para fora da bacia, é preciso entender que cada dia neste planeta lindo é precioso, e que merecemos aproveitá-lo com vontade. Já vivemos meio século, experimentamos de tudo um pouco. Enfrentamos desafios de tamanhos e intensidade variados, nos viramos de todas as maneiras possíveis para “ganhar a vida”, nos lotamos de deveres e obrigações, nos responsabilizamos e nos cobramos por um monte de coisas, e sonhamos que um dia curtiríamos a vida sem pressa.

Pois bem, parece que o tempo de fazer isso é agora, afinal os primeiros 50 anos já se passaram… Mas essa é uma mudança importante, que requer muitas outras mudanças para, de fato, acontecer. Implica em olhar para nós mesmos de um jeito diferente e dimensionar o tempo de outra forma. Implica em rever prioridades, reformular conceitos, perdoar-se e colocar-se como merecedor do prazer. Falando nisso, é preciso procurar por ele no final da lista e trazê-lo para encabeçá-la.

Implica em sair do piloto automático e dirigir a própria vida, em questionar-se sobre o que se deseja a cada momento. Escolher o que se quer comer, beber, vestir; o que queremos e o que não queremos mais ouvir, com quem queremos nos relacionar e de quem precisamos criar saudável distância. Implica em trocar obrigações por concessões, abaixar o volume do coro interno que repete a ladainha da culpa.

Parece difícil? Mas não é, talvez seja apenas um pouco trabalhoso. Esta sexta eu havia terminado de trabalhar mais cedo e resolvi abrir os armários do consultório e organizar as inúmeras pastas de textos, relatórios e anotações. Recebo um telefonema do meu filho que estava na porta de casa e se deu conta que havia esquecido a chave, não tinha como entrar. Disse a ele que viesse até o consultório pegar a minha chave de casa, são três quarteirões de distância. Desliguei o telefone e olhei para a minha mesa lotada de papéis, mas consegui olhar também para a oportunidade de encontrar meu filho no meio da tarde, e pensei que gostaria muito de aproveitar aquele momento.

Quando ele chegou para pegar a chave convidei-o para sairmos e comermos alguma coisa gostosa, convite que foi prontamente aceito. Olhei para a mesa e tive a certeza que tudo aquilo podia esperar para ser arrumado. Saímos, fomos comer, conversamos sobre muitas coisas, ele foi me contando o que havia acontecido na semana, o que ele estava planejando, e foi uma delícia!! Senti que ele retribuiu meu convite convidando-me a entrar um pouco na vida dele.

Fica aqui o convite para você rever suas prioridades, fazer o que te dá prazer, ter tempo para jogar conversa fora, regar as plantas, olhar o por de sol pela janela, ouvir aquela música que tanto gosta. Estar atento para aproveitar cada pequena oportunidade e transformá-la em um momento de prazer!

Somos especiais

Há pessoas fantásticas no mundo. Contou-me uma aluna sobre sua avó, senhora portuguesa que, após estabelecer-se no Brasil, decidiu chamar amigos e parentes. Durante anos ela recebeu, abrigou, tratou e alimentou uma grande quantidade de imigrantes. Por ocasião de sua morte, pessoas que minha aluna nunca havia visto estavam presentes e agradeciam a senhora graças à qual haviam sobrevivido e se instalado satisfatoriamente neste país.

Ouvir histórias assim é um presente. Faz a gente enxergar todo o bem que é feito anonimamente, toda grandeza que pode existir em um ser humano. Eu me pergunto por que não falamos mais sobre pessoas assim, por que preferimos histórias de traição e não de integridade e bondade.

Segundo o ho’oponopono somos 100% responsáveis por tudo o que sucede. Assim, diante do negativo, pedimos perdão e enviamos amor. Então, diante do positivo podemos nos lembrar que também somos cocriadores e podemos escolher reverenciar, admirar e reconhecer esses aspectos dentro de nós. 

Gentilmente, vamos resgatar, abraçar nossa própria luz. Não há razão para não nos descobrirmos, a cada dia, mais iluminados.

Tarsila do Amaral & Osklen

No finalzinho de agosto a Osklen desfilou, na 44° edição do SPFW, sua coleção inspirada em Tarsila do Amaral.

Além de peças em linho cru, remetendo às telas em branco, os quadros Manteau Rouge (1923), Palmeiras (1925), Abaporu (1928) e Antropofagia (1929) foram retratados lindamente nos vestidos e nos lenços de seda da coleção.

Algumas camisetas masculinas estão disponíveis no site da marca (R$347) e três modelos femininos, também camisetas, estão no site da Farfetch (R$147 a R$197).

Mas, e os vestidos maravilhosos?? A última vez que passei na loja física me falaram que estavam para receber, e o vestido do Abaporu (acima) chegaria custando mais de R$3 mil.

Seria ótimo ter uma peça tão diferente e com tanta informação de arte, mas acho que vai ficar difícil con$eguir um vestidinho…