Você está viva dentro do seu corpo?

Outro dia me peguei exausta, ou melhor dizendo, cedi ao fato de que estava realmente exausta e não queria fazer nada além de dormir. Evidentemente, meu corpo deve ter sinalizado antes que não estava em grande forma, mas, quem liga quando se tem um monte de obrigações a cumprir? Agora, não havia mais nada a negociar. Eu estava tão cansada que cancelei tudo o que era “cancelável” e me dei o direito de ficar na cama, de ler, de fazer o mínimo necessário. Avisei a família que não estava bem, que esperassem menos esforço da pessoa aqui presente.

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Passei a observar e perceber que no geral somos meio robóticos. Nos alimentamos na hora determinada (será que eu estava realmente com fome na hora do almoço?), dormimos no horário preestabelecido e ficamos muito contrariadas quando temos sono “fora de hora”. Além disso, o corpo acaba sendo considerado apenas no aspecto da “boa forma”. Todo mundo sabe sobre a última dieta da moda ou a última atividade física salvadora. Mas, de verdade, e daí? Não é muito mais importante saber se você está viva dentro do seu próprio corpo?

Passei a me questionar e agora pergunto a você:

  • Quanto tempo por dia você passa diante do computador e da televisão?
  • Quanto tempo sentada, atendendo pessoas ou conversando?
  • Você reluta em dormir, apesar do sono e cansaço, porque o computador e suas infindáveis informações a fascinam?
  • O número de horas que você dorme são suficientes para fazê-la acordar disposta?
  • Você presta atenção no que come?
  • Percebe como a alimentação afeta sua energia?
  • Sabe quais alimentos a fazem sentir mais disposta e quais provocam o efeito contrário?
  • Você ouve os pedidos do seu corpo ou eles são desconsiderados e é a mente que dá as ordens?

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Existe algo rebelde em se fazer o que o corpo quer fazer, sem seguir as regras da mente. Dormir quando se tem sono, escutar o corpo quando estivermos diante de um prato de comida e fazer escolhas inteligentes.

Adoro dançar. Sempre adorei. E foi na última aula de dança que percebi que eu estava de volta, presente dentro do corpo. O prazer de me movimentar, o prazer de interpretar com movimentos o ritmo da música, o prazer de estar viva.

Estar viva dentro do próprio corpo tem a ver com a decisão de viver o presente, desligando a culpa do passado e o medo do futuro. Tem a ver com prestar atenção na respiração e na postura, principalmente após ficarmos sentadas por horas sem fim. É desligar o piloto automático e fazer uso do olhar. Há quanto tempo você não admira aquele quadro na parede, ou aquela foto do porta retrato? Será que você ainda os quer ali? Ou está na hora de mudar alguma coisa? Tem coisas que são viscerais. Dê um descanso para a já sobrecarregada mente e pergunte a seu corpo. Ele sabe. Sem corpo são, não há solução.

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10 anos mais jovem em um final de semana

Usando de um título provocativo a autora deste livro curtinho (107 páginas, em inglês), Jan Small, pretende dar as dicas para que “em uma semana, você surpreenda suas amigas e se sinta no topo do mundo”.

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Claro que acreditar piamente nessa promessa seria loucura. Mas vamos ver o que o livro oferece? Abaixo estão os títulos dos capítulos e algumas anotações minhas:

 

Retire 10 anos (e 10 pounds*) com seu guarda-roupa  {*4,5 kg}

Evitar vestir dos pés à cabeça com um só estilo ou estilista pois, segundo a autora, pessoas jovens sempre escolhem usar um mix eclético de itens. Escolher clássicos com alguma peça atual e combinar qualidade com estilo é o ideal. Nada de tailleur, nada de mostrar muita pele, porém as saias nunca devem estar abaixo dos joelhos e devem manter o corte ajustado. Não usar nada que interesse adolescentes, como tornozeleiras, tie-dye, cores ácidas . Cuidado especial com os óculos de grau: fugir dos modelos ultrapassados e escolher sabiamente a armação. Abdicar dos sapatos feios confortáveis, seguir a moda e tentar modelos atuais, sendo que quanto mais salto você conseguir usar, melhor. Malhas e camisetas com logos e slogans estão terminantemente vetadas. Use roupas que alonguem, revelem suas melhores qualidades e escondam seus defeitos (dããã…). E, importante, faça uma análise de cores. Saber usar as cores certas para sua pele e cor de cabelos é fundamental.

Como aparentar mais jovem e magra num instante

Postura! Escolha um exercício como ballet, yoga ou Pilates, que melhoram e mantêm boa postura.

Rejuveneça seu rosto e pescoço

Cremes, tratamentos estéticos, botox, preenchimento, massagens. Parece que neste caso não há milagres possíveis.

Um corpo mais jovem

Esfoliação e hidratação, nunca esquecer. Se puder fazer um bronzeamento artificial, melhor ainda (há cremes que dão aparência de bronzeado).

Modernize seu corte de cabelo

Gente, este foi o item que mais achei interessante! Ela diz que para conseguir um novo corte de cabelo é necessário também um novo olhar. Se você corta há muito tempo com um mesmo profissional, ele já terá uma ideia formada sobre qual é o melhor corte para você. Quer mudar? Consulte as amigas e vá a um novo cabeleireiro!

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Um sorriso mais jovem

O perfume da juventude

Aparente mais jovem com maquiagem

Não deixe suas mãos entregarem sua idade

Pense em você como jovem: é uma coisa de atitude

Contenha os anos para sempre

Não posso detalhar todos os itens para não infringir direitos autorais. Como você pôde ver pelos capítulos que comentei, são dicas simples, todavia muitas vezes esquecemos de colocá-las em prática.

Muita coisa pode realmente ser feita em um final de semana, porém esse tanto de atenção e cuidado pessoal parece mais adequado a um esforço contínuo do que a uma corrida de dois dias.

Resultado: achei interessante, tem dicas boas, não é realista quanto ao tempo (óbvio). Como todo livro de aperfeiçoamento pessoal, vai funcionar o tanto quanto a leitora resolver investir nos conselhos.  #instigante

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Esquisitices

Sentei em frente ao notebook buscando inspiração para escrever o texto de hoje, mas devo confessar que está difícil. As ideias surgem na minha cabeça, mas nenhuma delas me arrebata o suficiente para ser escolhida e burilada. É como se eu caminhasse por um imenso jardim cheio de canteiros com flores variadas, admiro-as, algumas me atraem mais, outras menos, mas nenhuma me detém.

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Há dias em que nos sentimos assim, como andarilhos percorrendo o caminho dos pensamentos, ou talvez eles, os pensamentos, se comportem como andarilhos inquietos se movendo em nossas cabeças, ciganos e fugidios, feito paisagens que desfilam diante de nosso olhar através das janelas do trem. Sabe aquele dia em que você vai ao shopping, experimenta blusas e sapatos, e sai sem sacola alguma porque nada parece satisfazer?

Pois é, acho que isso acontece com todas nós, mas… por que? A primeira ideia que me ocorre é que, nesses dias, estamos ausentes de nós mesmas! Por alguma razão, frequentemente inconsciente, emitimos um sinal de ocupado, não estamos disponíveis, não estamos presentes no aqui e no agora, entra o piloto automático que nos governa através do dia e somos capazes de realizar todas as tarefas rotineiras, mas temos dificuldade em estabelecer a conexão interna. Se eu não estou me comunicando comigo mesma neste momento, como poderei me expressar e me comunicar com o outro? Como poderei abrir as comportas do processo criativo e fazê-lo fluir?

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Nos sentimos esvaziadas, desconectadas parcialmente da vida, vagando feito almas penadas entre o nada e coisa nenhuma. Enquanto não fizermos um mergulho dentro desse estado emocional esquisito, para poder entrar em contato e compreender o que está acontecendo, ficamos imobilizadas nele. Quando nos falta vivência, nos obrigamos a continuar “no mundo” apesar dessa ausência em nós, e o resultado tende a ser desastroso. Tumultuamos as relações e projetamos no outro a razão da confusão, discutimos, nos perdemos, não encontramos a chave do carro, a conta a ser paga, salgamos a comida, adentramos por conversas improdutivas que só nos fazem criar distancia ainda maior do centro da questão, que, via de regra, é interno.

A vantagem da maturidade pode ser aproveitada nesses momentos. Poder silenciar e voltar-se para dentro é uma boa alternativa. Permitir-se o recolhimento, nem que seja por alguns minutos, o recuo para recuperar a energia e poder voltar a circular. Não temos que representar o mesmo personagem o tempo inteiro, precisamos reconhecer nossas limitações e necessidades, respeitar o ritmo interno sem que isso seja interpretado por nós mesmas como fracasso ou incompetência.

É mais produtivo adiar aquela conversa, deixar para retornar o telefonema mais tarde, remarcar o almoço com a amiga em outro dia, afinal o mundo aguenta ficar sem nós. Somos nós que não aguentamos atuar no mundo quando nos encontramos desconectadas. Eu preciso estar em mim e comigo para poder estar com o outro; do contrário não há a menor possibilidade de empatia. Vamos usar nossos recursos de acordo com a lei da economia de energia, vamos nadar a favor da correnteza, poder boiar quando nos falta força até retomarmos o folego e, a partir disso, conseguir novamente sair nadando de braçada pelas águas correntes da vida!

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O poder feminino e a mulher selvagem

O dia tem 24 horas, mas precisaria ter mais. Diante de nós, uma quantidade enorme de atividades. Somos mulheres que trabalham, cuidam da família, educam crianças, lidam com o dia a dia atribulado. Seres urbanos.

O que restou da mulher selvagem? Das mulheres que sabiam curar e que liam o mundo através da intuição e da sabedoria transmitida por suas ancestrais? E por que eu preciso dela?

Apesar de toda a tecnologia e do ritmo frenético que se impõe pela comunicação quase instantânea, nós, mulheres, continuamos a ser seres da natureza, seres que se conectam ao tempo, às estações, aos momentos, seres que leem as energias. Somos assim.

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A mulher selvagem é a parte dentro de nós que traz a sabedoria da alma. É aquela além do tempo, que enxerga o que os outros não veem, porque sai da visão banalizada, sai do estado de dormência ao qual estamos imersos. Vai buscar no centro do seu ser, na sua ancestralidade, o espaço secreto onde reside sua força e determinação, de onde resiste as intempéries, às injustiças, à violência e de onde extrai as respostas, as saídas, os canais que a levam para a luz. Esse local está dentro de nós. Dentro de cada uma de nós, reside uma bruxa, uma curandeira, uma cozinheira sagrada, uma xamã. Nós cozinhamos para curar, cantamos para fazer dormir, ensinamos os filhos do corpo e todos aqueles que precisem. Somos assim, seres da natureza, seres que buscam estar em equilíbrio. Antes, no passado distante, vivíamos em matriarcado. A marca do feminino é a colaboração, a associação.

Hoje, o mundo está em plena ebulição. De um lado, mulheres e homens compartilhando poderes e responsabilidades, mulheres dirigindo empresas e países. De outro, há ainda o jugo masculino, mulheres impedidas de estudar, submetidas à lei que as priva de todo direito.

E embora, a aparência nos faça crer que entre essas duas realidades nada exista em comum, partilhamos a mesma biologia, o mesmo instinto de vida. Cada uma dessas mulheres, com experiências tão diversas, intui que deve preservar o lugar secreto de onde extrai a força, para onde vai quando nada mais faz sentido, onde encontra sua forma primitiva: a mulher selvagem, aquela capaz de desbravar e vencer qualquer obstáculo. Nunca, nunca se desconecte dela.

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As lindas bijoux de Claudia Arbex

Você, minha amiga +50, gosta de peças de bijuteria ou só usa joias? E outra pergunta: colares, anéis e pulseiras fininhos ou ousa em acessórios statements?

Se você aprecia uma bela bijoux de alta qualidade, eis mais uma loja para visitar antes de fechar sua próxima compra: abriu uma Claudia Arbex no Shopping Pátio Higienópolis (SP) e as opções estão belíssimas.

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Nesse mesmo shopping, para melhorar , há uma loja Camila Klein, marca conhecida de longo tempo, cujas peças têm acabamento e design primorosos. Tenho diversos artigos dela que continuam perfeitos mesmo após anos da compra.

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O interessante é que essas duas designers têm em comum uma estética bem parecida: peças com cristais Swarovski, uso de metais sem níquel (elemento que pode dar alergia de contato), muito rebuscamento e ousadia nas montagens. A maioria das bijoux são statement – grandes, “aparecidas”- mas também dá para encontrar alguns itens delicados.

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Os preços são altos, sim. Aliás, os da Camila Klein são mais elevados que os da Claudia Arbex. Porém, as peças das duas são lindíssimas e muito exclusivas, você vê pelo material e detalhes que são itens de qualidade superior.

Com +50 precisamos priorizar qualidade em tudo que usamos, não dá para sair com algo de condição duvidosa.

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Você só usava joias? Pois considere dar uma chance a estas bijoux de primeiro mundo com desenho nacional.  #apaixonantes

[Fotos: site Claudia Arbex; escolha das peças e montagem: Eai50]

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