Livre aos 50!!

Você já considerou a possibilidade de parar de pintar o cabelo e exibir uma bela cabeleira branca ou cinza, com um corte descolado? Essa moda, que há alguns anos parecia algo impensável, tornou-se prática comum e constato que cada vez mais mulheres adotam o cabelo grey.

Se fazer essa escolha é uma decisão totalmente pessoal, acho fantástico podemos optar, decidir se queremos um look mais natural ou se preferimos tingir. Não haver mais a ditadura nesse sentido é um sinal dos tempos.

Sinal de que conquistamos uma liberdade de percepção: para sermos atraentes, para nos sentirmos bem não precisamos mais falsear a idade. A beleza assume a característica do seu tempo. Vejo mulheres lindíssimas, mulheres que não estão querendo “passar por mais moças”, mas que carregam seus anos com um charme inigualável. Escolhem a autenticidade, o bem-viver. Ao invés de provar algo, podemos trilhar o caminho que sentirmos ser o melhor, para cada uma de nós, sem seguir regras.

Toda pessoa busca se sentir atraente, confortável, saudável. Só que algumas vezes, essa tríade não anda junta. Já houve casos de mulheres que tiraram costelas para afinar a cintura. Os saltos altíssimos (que continuo achando lindos) são causadores de dores nas costas e nos joelhos. Passei alguns anos da minha vida adulta pendurada neles, diariamente. Hoje, sou moderada. Nos dois casos citados, a saúde e o conforto são colocados em segundo lugar em nome da beleza.

O que explica o fato de fazermos esses pequenos sacrifícios? Talvez o desejo ou a necessidade de se sentir admirada, de receber a aprovação dos outros. Nesses momentos o olhar alheio é a principal referência.

A verdade é que com o passar dos anos, ganhamos muito mais do que alguns quilos e algumas rugas: ganhamos o “direito” de fazer aquilo que NÓS achamos bonito. E o trio beleza, conforto e saúde coexiste com muito mais facilidade. Saímos com sapatilhas, roupas elegantes e confortáveis, sem ter que impressionar ninguém. Mas, podemos sair arrumadíssimas, super produzidas, se isso for nossa vontade. O que mudou? Temos a nós mesmas como referência. E isso não tem preço.

O Clube do Biscoito

Um livro com um nome tão peculiar! Conta a história de 12 amigas que se reúnem anualmente, na primeira segunda-feira de dezembro, para trocar receitas, biscoitos caseiros e para falar da vida.

Neste dia, essas mulheres sentem-se à vontade para compartilhar qualquer tema: a paixão e a esperança de um novo amor, as desilusões e as traições amorosas, os medos e as alegrias da maternidade, a agonia de perder um filho e, acima de tudo, a admiração e o respeito que sentem umas pelas outras. Contudo, neste ano, além das histórias divertidas, há alguns assuntos sérios a tratar: a filha mais velha de Marnie está enfrentando uma gravidez de risco. O pai de Jeannie está tendo um caso com sua melhor amiga. Taylor, após ser abandonada pelo amor de sua vida, está com as finanças por um fio. Já Rosie enfrenta a repulsa de seu marido à ideia de um possível filho.

Livros que falam de sororidade sempre me atraem. E este não foi diferente. Ao longo da noite de festa em que trocam seus embrulhos caprichados de biscoitos, cada uma das amigas divide com as outras um pouquinho da sua história, suas dificuldades, alegrias, mágoas, como somente boas amigas conseguem fazer.

Além de 12 receitas reais de biscoitos, a autora ainda acrescentou o histórico de vários ingredientes, como açúcar, sal, gengibre, etc.: onde primeiro apareceram, há quanto tempo, quem cultivava e como, e por aí afora.

Cada alimento que estudei deu ensejo a um filão de história e proporcionou uma visão das forças e acontecimentos responsáveis por nossa civilização e cultura. Afinal, foi o cultivo do trigo que possibilitou a existência de povoações; foi nosso desejo pela canela que levou à descoberta do Novo Mundo; e nosso vício pelo açúcar, possível apenas devido à escravidão, foi crucial para que os Estados Unidos fossem o país diversificado que é.

O texto em si tem altos e baixos, é um pouquinho arrastado para suas 290 páginas. Porém, acima dos dramas particulares está a clareza com que é mostrado o quanto precisamos de nossas amigas. A vida sem amigas é árida e difícil. Amigas são uma dádiva que precisamos cultivar e manter sempre por perto. Não podemos nunca prescindir delas. Uma ode à amizade feminina!

Tchau querido!

Faltam 13 dias para terminar o ano, e aposto que estamos todos em contagem regressiva, esperando ansiosamente pela descida das cortinas, pelo game over. Vamos combinar que 2016 não foi fácil para ninguém!! Independente das questões pessoais, o cenário político e seus personagens bizarros contribuíram de forma ampla, geral e irrestrita para o peso que estamos sentindo sobre nossos ombros e pela sensação de exaustão que nos toma diariamente; o show de horrores não deu tréguas!

Todos temos um limite para suportar com certa sanidade as nuances grotescas da vida, e quando esse limite é ultrapassado, nos sentimos como se algo se esgarçasse dentro de nós; talvez seja a trama do tecido constituído de esperança, expectativa positiva, confiança, crença na justiça, que fica puído diante da performance desses “ditos” homens da política, que mentem, roubam, dissimulam, arrombam o país e sugam de canudinho o fruto do nosso trabalho escravocrata. E feliz ou infelizmente, 2016 trouxe à tona a ponta do iceberg desse submundo do crime legalizado, e fomos completamente impactados por tudo isso.

É evidente que a conscientização da sociedade sobre o que acontece nos bastidores da política brasileira é extremamente favorável, uma vez que para haver alguma mobilização para a mudança se faz necessário dar-se conta do problema, reconhecê-lo e nomeá-lo. É evidente tanto quanto que a mudança do calendário não alterará magicamente todo esse panorama. Mas estamos precisando de um tempo, de uma brecha, de uma pausa para respirar.

Talvez as festas de final do ano nos ofereçam essa oportunidade. Vamos diminuir o ritmo do trabalho, nos voltarmos para a família e amigos, celebrarmos a vida e à vida junto às pessoas que amamos, afinal não há mal que nunca acabe, continuamos caminhando, elaborando as perdas e ganhos, aprendendo e crescendo em percepção e consciência.

Daqui a uma semana será Natal, e a duas semanas será Ano Novo. Para muito além da comilança e dos presentes há a chama do renascimento e do recomeço; quando uma lição foi aprendida não há necessidade de ser repetida, podemos passar para a próxima. Que possamos reconhecer com gratidão que a dificuldade nos fortalece, nos faz descobrir talentos e recursos internos que até então estavam adormecidos. Claro que não queremos nos descobrir só através do caminho das dificuldades, queremos mais sossego e alegria, prazer e facilidades. Mas estamos aqui, vivos na reta final dessa maratona, quase rasgando a fita.

Estamos aqui para olhar para 2016 e dizer, em alto e bom tom, tchau querido!!

Você está viva dentro do seu corpo?

Outro dia me peguei exausta, ou melhor dizendo, cedi ao fato de que estava realmente exausta e não queria fazer nada além de dormir. Evidentemente, meu corpo deve ter sinalizado antes que não estava em grande forma, mas, quem liga quando se tem um monte de obrigações a cumprir? Agora, não havia mais nada a negociar. Eu estava tão cansada que cancelei tudo o que era “cancelável” e me dei o direito de ficar na cama, de ler, de fazer o mínimo necessário. Avisei a família que não estava bem, que esperassem menos esforço da pessoa aqui presente.

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Passei a observar e perceber que no geral somos meio robóticos. Nos alimentamos na hora determinada (será que eu estava realmente com fome na hora do almoço?), dormimos no horário preestabelecido e ficamos muito contrariadas quando temos sono “fora de hora”. Além disso, o corpo acaba sendo considerado apenas no aspecto da “boa forma”. Todo mundo sabe sobre a última dieta da moda ou a última atividade física salvadora. Mas, de verdade, e daí? Não é muito mais importante saber se você está viva dentro do seu próprio corpo?

Passei a me questionar e agora pergunto a você:

  • Quanto tempo por dia você passa diante do computador e da televisão?
  • Quanto tempo sentada, atendendo pessoas ou conversando?
  • Você reluta em dormir, apesar do sono e cansaço, porque o computador e suas infindáveis informações a fascinam?
  • O número de horas que você dorme são suficientes para fazê-la acordar disposta?
  • Você presta atenção no que come?
  • Percebe como a alimentação afeta sua energia?
  • Sabe quais alimentos a fazem sentir mais disposta e quais provocam o efeito contrário?
  • Você ouve os pedidos do seu corpo ou eles são desconsiderados e é a mente que dá as ordens?

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Existe algo rebelde em se fazer o que o corpo quer fazer, sem seguir as regras da mente. Dormir quando se tem sono, escutar o corpo quando estivermos diante de um prato de comida e fazer escolhas inteligentes.

Adoro dançar. Sempre adorei. E foi na última aula de dança que percebi que eu estava de volta, presente dentro do corpo. O prazer de me movimentar, o prazer de interpretar com movimentos o ritmo da música, o prazer de estar viva.

Estar viva dentro do próprio corpo tem a ver com a decisão de viver o presente, desligando a culpa do passado e o medo do futuro. Tem a ver com prestar atenção na respiração e na postura, principalmente após ficarmos sentadas por horas sem fim. É desligar o piloto automático e fazer uso do olhar. Há quanto tempo você não admira aquele quadro na parede, ou aquela foto do porta retrato? Será que você ainda os quer ali? Ou está na hora de mudar alguma coisa? Tem coisas que são viscerais. Dê um descanso para a já sobrecarregada mente e pergunte a seu corpo. Ele sabe. Sem corpo são, não há solução.

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10 anos mais jovem em um final de semana

Usando de um título provocativo a autora deste livro curtinho (107 páginas, em inglês), Jan Small, pretende dar as dicas para que “em uma semana, você surpreenda suas amigas e se sinta no topo do mundo”.

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Claro que acreditar piamente nessa promessa seria loucura. Mas vamos ver o que o livro oferece? Abaixo estão os títulos dos capítulos e algumas anotações minhas:

 

Retire 10 anos (e 10 pounds*) com seu guarda-roupa  {*4,5 kg}

Evitar vestir dos pés à cabeça com um só estilo ou estilista pois, segundo a autora, pessoas jovens sempre escolhem usar um mix eclético de itens. Escolher clássicos com alguma peça atual e combinar qualidade com estilo é o ideal. Nada de tailleur, nada de mostrar muita pele, porém as saias nunca devem estar abaixo dos joelhos e devem manter o corte ajustado. Não usar nada que interesse adolescentes, como tornozeleiras, tie-dye, cores ácidas . Cuidado especial com os óculos de grau: fugir dos modelos ultrapassados e escolher sabiamente a armação. Abdicar dos sapatos feios confortáveis, seguir a moda e tentar modelos atuais, sendo que quanto mais salto você conseguir usar, melhor. Malhas e camisetas com logos e slogans estão terminantemente vetadas. Use roupas que alonguem, revelem suas melhores qualidades e escondam seus defeitos (dããã…). E, importante, faça uma análise de cores. Saber usar as cores certas para sua pele e cor de cabelos é fundamental.

Como aparentar mais jovem e magra num instante

Postura! Escolha um exercício como ballet, yoga ou Pilates, que melhoram e mantêm boa postura.

Rejuveneça seu rosto e pescoço

Cremes, tratamentos estéticos, botox, preenchimento, massagens. Parece que neste caso não há milagres possíveis.

Um corpo mais jovem

Esfoliação e hidratação, nunca esquecer. Se puder fazer um bronzeamento artificial, melhor ainda (há cremes que dão aparência de bronzeado).

Modernize seu corte de cabelo

Gente, este foi o item que mais achei interessante! Ela diz que para conseguir um novo corte de cabelo é necessário também um novo olhar. Se você corta há muito tempo com um mesmo profissional, ele já terá uma ideia formada sobre qual é o melhor corte para você. Quer mudar? Consulte as amigas e vá a um novo cabeleireiro!

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Um sorriso mais jovem

O perfume da juventude

Aparente mais jovem com maquiagem

Não deixe suas mãos entregarem sua idade

Pense em você como jovem: é uma coisa de atitude

Contenha os anos para sempre

Não posso detalhar todos os itens para não infringir direitos autorais. Como você pôde ver pelos capítulos que comentei, são dicas simples, todavia muitas vezes esquecemos de colocá-las em prática.

Muita coisa pode realmente ser feita em um final de semana, porém esse tanto de atenção e cuidado pessoal parece mais adequado a um esforço contínuo do que a uma corrida de dois dias.

Resultado: achei interessante, tem dicas boas, não é realista quanto ao tempo (óbvio). Como todo livro de aperfeiçoamento pessoal, vai funcionar o tanto quanto a leitora resolver investir nos conselhos.  #instigante

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