+50 e a Moda

Vocês sabiam que há várias blogueiras de +40 e +50 anos que fazem posts de look do dia? As que sigo são inglesas, americanas ou alemãs; não encontrei nenhuma brasileira +50 para por nessa lista, o que é uma pena. 

Coloquei uma foto por blog para vocês terem uma ideia do estilo de cada uma, pois assim fica mais fácil para escolherem qual site podem querer visitar.

Bom que as mulheres estão se reinventando tão bem, não importando a idade, né? Vamos lá?

A Pocketfull of Polka Dots – Jennie, a forty something gal, energética com seu cabelo em tom super vermelho. Gosto de suas montagens e da alegria que ela  imprime aos looks. Dramática!

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The Sequinist – Lisa tem 47 e como o nome do blog já diz, é a louca por paetês. Estou com ela!! Adorei a combinação da saia de paetês prata com blusa camuflada. Quem diria que isso poderia ficar tão bonito?

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I Won’t Wear Sludge Brown – Donna é minha blogueira favorita da vida! Ela está completando 50 este mês, mora na Inglaterra, tem um humor ótimo, e excelente base para cores. Seus posts de definição de estilos são os melhores que já li. Não perca!

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Wardrobe Oxygen – Alison Gary tem só 41 anos. Inclui-a na lista porque ela tem um corpo mais cheio e é bom vermos alguém assim real, que não tem corpo de modelo. O legal é que isso não a impede de usar bota alta, roupa justa, o que der na cabeça, o que é inspirador para todas. Neste look a manta gráfica foi uma ótima ideia para tirar o jeans e camiseta da mesmice.

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Not Dead Yet Style – Patti é uma blogueira com mais de 60 anos. Achei incrível a ousadia da saia super colorida. Linda! Usaria como ela montou, menos o cinto e o colar de pérolas. Bem resolvida, né?

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A Well Styled Life – Jennifer não divulga idade; uns +50? Escolhi essa foto pelo fato da camisa longa ser de veludo. Acho um tecido maravilhoso e que dá profundidade e riqueza ao look.

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Over 50 Feeling 40 – Pam também tem um corpo pesado e um estilo mais matronal. Dá para perceber que ela se obriga a sair da zona de conforto, como neste look em que misturou couro e uma cor viva.

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No Fear of Fashion – Blogueira alemã, olha que coisa legal! Greetje Kamminga nasceu em 1954 e escreve (em inglês, ufa!) de uma forma super gostosa de ler. Essa blusa de paetês usada de forma casual é um dos meus looks preferidos dela.

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Lady of Style – outra blogueira alemã, Annette, 54. Aqui só consigo ver fotos, ela escreve em alemão. Tem um estilo mais formal e está sempre muito bem arrumada.

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The Barefaced Chic – Do Reino Unido, Michelle Lyndon-Dykes é celta e tem +50. Achei incrível como ela colocou em camadas uma blusa vermelha, uma camisa longa de tecido bem fino (voil?) e uma malha de lã listrada em cores básicas e lindas. Criativa!

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Midlife Chic – Nikki Garnett tem 48 e um estilo clássico. Seu blog é legal por dar muitas opções de outfits, ela tem bastante bom gosto. Amei a blusa prateada com manga até os cotovelos, combinando com o sapato  super chique. Aliás, queria essa blusa AGORA!

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Elegance Revisited – Tiina não conta a idade, se define como uma “Ageless Diva” 😀 – Ela é bem ousada nas combinações de cores e acessoriza muito seus looks. Detesta frio mas passa uma boa parte do ano debaixo de neve, na Finlândia.

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Então, esses são os perfis que escolhi para dividir com vocês. Acredito que todo mundo vai encontrar ao menos uma blogueira que a inspire nos dias de menos ideias.

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Você já encontrou sua tribo?

Faço parte de um grupo de estudos transdisciplinares. Esse grupo surgiu há alguns anos dentro de uma universidade, entre professores interessados em adquirir conhecimentos diversos. Depois migrou para fora da instituição, e hoje nos reunimos semanalmente no espaço de um amigo querido que participou da fundação desse grupo e que o coordena, muito embora sejamos todos responsáveis por ele.

De fato é um grupo transdisciplinar; na primeira hora fazemos meditação intercalada com sugestões dos participantes, seja dança, movimentos corporais, alguma criação artística. Depois fazemos a leitura de um livro escolhido pelo grupo e, cada parágrafo lido, abre espaço para a discussão, tudo com muito humor e muitas risadas.

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Mas o que mais me encanta nesse grupo é a afinidade e a amorosidade, de tal maneira que as quintas-feiras, que é o dia do nosso encontro, acabam sendo especiais. Sentamos em círculo, nos olhamos nos olhos, falamos sobre a vida e o viver, trocamos impressões e afeto; me sinto como uma velha índia que junta-se à sua tribo.

Durante a vida cruzamos com um grande número de pessoas com quem compartilhamos o tempo. Já nascemos inseridos dentro do grupo familiar; depois, ao entrarmos na escola, passamos um longo período com outras crianças que também foram lá colocadas, e naturalmente nos aproximamos de algumas com quem temos afinidades. Depois vem o grupo da faculdade, do estágio, do trabalho, o grupo social, o dos vizinhos, dos colegas de profissão, dos pais dos amigos dos filhos e assim por diante. Próximos ou não, aprendemos a administrar essas relações. Às vezes temos sorte de conviver com pessoas que agregam, às vezes não.

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Depois de percorrer a maratona dos primeiros cinquenta anos, vencidas algumas centenas de obstáculos, conquista-se a possibilidade de desenvolver um olhar novo e diferente sobre nós mesmos e a vida. Parece que há uma apuração do paladar emocional e energético, e já não nos interessa estar com pessoas que não nos toquem e que não possam ser por nós, tocadas.

Há um desejo de trocas mais intensas e profundas que nos ajude a desconstruir armaduras, a abandonar as armas da retórica e das argumentações convictas. Há uma necessidade de calma, de degustar o olhar do outro, sentir sua respiração, silenciar a própria voz para poder ouvir. Já pouco

interessa o embate, a queda de braço, o competir e triunfar sobre; a alma pede por aconchego e partilha.

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Permita-se encontrar sua tribo, mantenha-se longe das pessoas chatas e barulhentas, dos personagens do baile de máscaras, com quem muitas vezes rodamos na pista por um longo tempo, de uma maneira totalmente automática e entediada. Se dê ao direito e ao prazer de estar rodeado por gente que é fruto das escolhas do seu coração, irmãos e irmãs de alma, amigos com quem você possa exercitar-se como ser humano e aprimorar-se nessa categoria.

Depois de tantos tropeços pela experiência adquirida é hora de resignificar relações, restabelecer vínculos , encontrar a si mesmo e ao outro. Encontro é transformação, mudança. E tudo que está vivo cresce e se transforma!

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Cuidados pessoais essenciais

Sabe aquela conversa sobre horário biológico? Tenho certeza de que é verdade, pois descobri que acordar às 6 horas da manhã, como tenho feito ultimamente, é algo totalmente contrário à minha natureza. A cada manhã, saio de casa de cara lavada e olhos parcialmente abertos. Quase não me reconheço. Cadê aquela pessoa que era incapaz de ser vista sem ter passado delineador? Aquela que levava um tempo enorme na produção? Pois é, às 6 horas da manhã ela não existe.

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Esse estado de descuido fez com que eu me perguntasse: quanto tempo dedico a mim mesma? Quanto tempo, aos outros? Constatei, então, que faz um mês que não faço as unhas, nem as sobrancelhas, que estou precisando urgentemente pintar o cabelo, mas só de pensar já fico com preguiça, que quase não toco mais piano ou leio sem ser interrompida. As obrigações com filho, marido, cachorra, casa, comida, pais, trabalho… (ufa!) acabam levando a melhor. E embora uma atitude de atenção para com o entorno seja positiva, um exagero nesse sentido não é.

Sei de muitas amigas que passam pela mesma situação. A dedicação aos outros e a rotina pesada fazem com que se esqueçam de si mesmas. Você também é assim? Pois bem, para recuperar a boa disposição e a saúde integral é preciso equilibrar essa balança, ou seja, se colocar na própria agenda. A boa notícia é que o processo é bem agradável: vamos ter que aprender a dosar o tempo dedicado às tarefas com o tempo pessoal, reservar um momento para nos cuidarmos, nos divertirmos, para colocarmos o prazer em meio às obrigações. Quero fazer essa “lição de casa”. E você?

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Garimpo na Renner

Hoje vamos falar sobre um tema bem leve: Moda!

Passei na Renner do Shopping Plaza Sul e encontrei várias peças desejáveis. Eles têm uma política boa que é a divisão clara de estilos: vá direto para as seções Marfinno e Cortelle, nelas você vai encontrar várias roupas legais para quem tem 50′.

O que eu gostei: Jaqueta bomber com quatro cores muito combinadas e versáteis.

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  • Marca: Cortelle
  • Tecido: Crepe
  • Composição: 56,38 % Poliéster, 43,62% Viscose
  • R$199,00
  • Opinião: O tecido tem um pouco de brilho, não vai agradar a todas. Mas as cores são ótimas, são três neutros (bege, burgundy e azul escuro) e uma faixinha de vermelho só para dar destaque. Peça leve, bem usável aqui em São Paulo! Eu a compraria facilmente se já não tivesse muitas jaquetas desse modelo no armário.
 

Espadrilhe caramelo baixinha

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  • Material: sintético
  • Salto anabela
  • Marca: Satinato
  • R$139,00
  • Pitaco: O que me atraiu foi a altura do salto, uns 4 cm, bem confortável. O modelo também é versátil pois acompanha bem tanto calças compridas quanto saias longas.
 

Colar branco e preto

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  • Colar de bijuteria
  • Marca: Accessories
  • R$55,90
  • Pensei: Esse colar tem aparência de madeira. É leve e faz muita vista! E preto e branco é curinga em qualquer guarda-roupa.
  • A seção de bijoux é uma que deve ser visitada pois eles sempre têm peças atuais a preços baixos.
 

Camiseta listrada bordada com balões

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Revirei o site da Renner duas vezes e não tinha a camiseta de balõezinhos! Seguem as informações desta aqui, de âncoras, que é  semelhante:

  • Marca: Marfinno
  • Tecido: viscolinho
  • Composição: 73% poliéster; 16% viscose; 4% elastano
  • R$79,90
  • Avaliação: Eu AMEI essa camiseta! Sou suspeita porque adoro listras e esse detalhe bordado é muito bonitinho!!! É meio teen mas eu usaria, sem dúvida alguma. 😀
 

Apesar de ter passado correndo pela loja, ainda fotografei várias outras peças. No entanto, ao checar a composição no site vi que muitas eram de poliéster e não dá para recomendar poliéster, não é mesmo? #detesto

Bom, o que deu para ver é que mesmo em uma loja fast fashion é possível encontrar peças legais para nosso guarda-roupa. Como tudo na vida, é questão de escolher bem.

O site da Renner é bem feito, a busca funciona e dá para saber os detalhes dos tecidos, o que é essencial. Gostei muito dos itens abaixo mas recomendo a tudo mundo ir comprar na loja mesmo, pegando a roupa na mão e sentindo o material, verificando simetrias e acabamentos (sim, sou dessas). Mas que tem coisas bonitas, tem!

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E me contem: Vocês gostam desse tipo de post? Querem outros nesse formato?

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Encerrando a semana da Princesa

Vocês, que acompanham este blog, perceberam que esta semana escrevemos três textos que convergem para a mesma direção, embora abordando aspectos diferentes. A Escola de Princesas deu o que falar…

Não é para menos: as mulheres, ao longo da história da humanidade, travam uma luta sem trégua em busca de um lugar de equiparação em relação ao universo masculino. Um lugar de reconhecimento e aceitação das diferenças, afinal somos sim diferente dos homens. E ser diferente não implica em superioridade nem em inferioridade, implica apenas em não ser igual. A diferença vai desde a anatomia e constituição física até o funcionamento cerebral, ou seja, a maneira pela qual o cérebro de homens e mulheres processam a linguagem, as informações, as emoções, o conhecimento, etc.

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Na nossa cultura patriarcal e machista essas diferenças tendem a serem vistas como sintomas de inferioridade, o que nos coloca constantemente em situações de subserviência, seja no aspecto pessoal ou profissional. Vocês tem ideia de quantas mulheres foram queimadas em fogueiras na Idade Média? A “caça às bruxas” durou mais de quatro séculos!! E quem eram as “bruxas” em questão? Na maioria dos casos eram parteiras, enfermeiras e assistentes que possuíam vasto conhecimento a respeito da utilização de ervas medicinais na cura de doenças e epidemias e que, portanto, detinham um elevado poder social. Esse conhecimento era passado de geração a geração pelas mulheres da família. As bruxas foram resultado de uma campanha de terror provocada pela classe dominante, de tal maneira que muitas das mulheres acusadas acreditavam serem, de fato, bruxas e possuírem um pacto com o diabo, segundo nos contam alguns historiadores.

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Claro que estamos distantes da Idade Média, mas a história nos descortina uma realidade macabra e medonha! E não podemos negar que, até hoje, sobra um ranço disso tudo em quase todas as culturas, e que aqui no nosso país há diferenças salariais entre homens e mulheres que ocupam a mesma posição, há assédio sexual nos transportes públicos, há maníacos esparramados pelas ruas das cidades, há assédio moral de chefes para subalternas, há maridos que espancam as mulheres e assim por diante.

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Ou seja, não há príncipes nem princesas. Então, para que devemos educar nossas crianças? Ainda acredito que a melhor educação é aquela que ajuda cada ser a tornar-se aquilo que ele é, a extrair o melhor de si mesmo, a encontrar sua vocação e, através da realização nela pautada, encontrar a possibilidade de ser feliz, produtivo e generoso com toda a sociedade. Uma educação para a felicidade, onde a historia vivida possa ser escrita sem nenhum tipo de violação dos direitos e da dignidade que cada ser humano possui, independente do gênero, da preferencia sexual, da cor da pele, da religião, da conta bancária, e de tantas outras situações que nos fazem ser únicos e especiais.

Quando partimos uma laranja ao meio ficamos com dois pedaços separados, e se os juntarmos novamente, isso vai configurar uma laranja inteira. Até onde minha percepção alcança, sei que não somos fruta ou qualquer outra coisa que o valha para procurarmos pela nossa metade.

Somos indivíduos completos em si mesmo, ou, pelo menos, deveríamos pautar nossa busca em função dessa completude; assim sendo poderíamos encontrar um companheiro ou companheira que também fosse um ser humano em busca de si mesmo, e não do outro. Certamente nossas relações afetivas seriam mais saudáveis, as famílias seriam mais equilibradas e não precisaríamos nos preocupar em passar valores para nossos filhos, eles respirariam isso desde a primeira inspiração.

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Formar uma “princesa” pressupõe que ela deva esperar pela chegada do príncipe, e no afã de encontrá-lo pode se atrapalhar e acolher um sapo, e imaginá-lo príncipe. Mas um sapo continua sendo sapo, a despeito do desejo do outro.

Fernando Pessoa, além de ser um dos melhores poetas que já conhecemos, também foi extremamente feliz ao escrever em “Eros e Psique” a seguinte estrofe:

“E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A princesa que dormia.”
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