Empoderamento

Vocês já repararam que o modismo não se restringe a um determinado aspecto do comportamento humano como, por exemplo, a maneira de se vestir, mas é muito mais abrangente e abarca usos e costumes, inclusive na linguagem falada e escrita? Pois é, é exatamente o que está acontecendo com a palavra empoderamento.

Cada vez que surge um modismo parece tratar-se de uma novidade, mas, via de regra, não é assim. Muitas vezes é só uma roupagem diferente para alguma coisa que de nova não tem nada, mas é válido quando nos dá a possibilidade de resignificar uma ideia, tornando-a inclusive mais forte.

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O que mais se ouve e se lê atualmente é sobre o empoderamento da mulher, como se tivéssemos recém descoberto um poder que vem de fora, da sociedade, e que é dado às mulheres como um presente ou uma maneira de reconhecimento do seu valor. Aliás, um dos significados que o dicionário traz é a “socialização do poder entre os cidadãos, inclusão social e exercício da cidadania”. Mas Paulo Freire, um dos principais educadores brasileiros, traduziu o termo empowerment para o português como sendo “a capacidade do indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”.

Podemos pensar que empoderar-se é um processo de emancipação, de libertação dos parâmetros que restringem, limitam, cerceiam, tanto externos quanto os internalizados. É aventurar-se dentro de si mesmo como quem parte para uma expedição e descobrir os próprios recursos, potenciais, atributos; e a partir dessa descoberta, assumi-los plenamente. Não há melhor escolha a se fazer do que assumir ser quem se é, desfazendo-se dos personagens vitimizados que acabamos encenando durante a vida.

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Na estação da maturidade descobrimos a força da mulher sábia que habita em nós, o poder que ficou oculto sob o véu da repressão, da opressão, da depressão; o poder que tantas vezes delegamos ao outro, invejamos no outro, desejamos do outro, como se nós não o carregássemos no ventre, na alma, no coração.

O poder está em nós, e esse poder é o elemento de transmutação da vida passiva para a ativa, da vida lamentada para a desejada, a ponte que nos faz partir da dor em direção ao prazer. Esse poder é um direito, uma conquista e uma responsabilidade que temos em relação a como vamos transitar por este planeta enquanto estivermos por aqui. É através desse exercício que mudamos de lugar, abandonamos a plateia e subimos ao palco para sermos a protagonista da nossa vida!!

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Yoga

Sou praticante de yoga desde 1997. E hoje, mexendo em meu armário, encontrei vários livros teóricos sobre essa prática. Pois, na verdade, yoga não é apenas uma atividade física, mas uma disciplina, um modo de estar no mundo. Você percebe o corpo, espaço onde se dá nossa experiência, para perceber a mente.

Você sabia que o objetivo inicial do yoga é atingir a iluminação? Surgiu aproximadamente em 2000 AC, mas só foi sistematizado bem mais tarde (400-200 AC), pelo erudito indiano Patânjali que reuniu e classificou uma série de práticas ascéticas e técnicas contemplativas que existiam na Índia desde tempos imemoriais e estabeleceu uma fundamentação teórica. Seu livro, o Yoga Sutra, é a base filosófica do yoga que conhecemos.

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Os “asanas” ou posturas e os “pranayamas”, exercícios respiratórios, atuam no sentido de nos revitalizar e nos dar energia e calma para agir… ao invés de reagir impulsivamente diante de cada contrariedade.

Em cada “asana” os conceitos de estabilidade, permanência e conforto têm como objetivo fazer cessar toda agitação mental. Através de uma postura confortável, estável, busca-se acordar os canais de contato com o Eu Superior.

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Yoga significa União. A saúde, a concentração são alguns dos benefícios trazidos pela prática. Mas, o que é importante é fazer a União entre essa postura corporal e nossa postura no mundo. Esses benefícios podem se estender ao nosso cotidiano através de maior intelecção, ânimo, disposição e talvez um uso mais sábio do nosso tempo e do nosso espaço. A Terra agradece. E as pessoas com quem nos relacionamos também.

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As cores de 2017

Todos os anos (desde 2000) a Pantone – empresa referência mundial em matéria de estudo de cores – divulga os tons que tenderão a ser amplamente utilizados a cada nova temporada. A definição da Cor do Ano influencia diretamente o desenvolvimento de produtos por indústrias, embalagens, design gráfico, casa e, claro, a Moda.

Sobre a cor do pantone do Ano

A seleção da Cor do Ano exige uma análise cuidadosa e, para chegar a esta definição, a Pantone literalmente varre o mundo à procura de influências de cor que sejam significativas. Isso pode incluir a indústria do entretenimento e dos filmes que estão em produção neste momento, coleções de arte em deslocamento pelo mundo, novos artistas influentes, destinos bacanas de viagem e outras variáveis sócio-econômicas. Influências também podem decorrer de um aumento da tecnologia, da disponibilidade de novas texturas e efeitos que terão impacto na cor, e até mesmo de eventos esportivos que capturem a atenção mundial. Pantone

Era usual a escolha de um só tom como base para um determinado ano, seguido de uma cartela de cores afins. Tivemos o Orchid Radiant em 2014 e o Marsala em 2015. Este ano de 2016 eles inovaram e pela primeira vez escolheram duas cores bases, que tenho certeza você está vendo aos montes das lojas: o Rose Quartz e o azul Serenity.

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Para dominar a moda Primavera Verão 2017 (do hemisfério norte, bem entendido) a Pantone anunciou uma cartela de 10 tendências:

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Primavera / Verão de 2017; uma estação onde a cor evolui, distanciando-se de regras exigentes e ficando acessível à sensibilidade e soluções para novas necessidade de cores. Uma temporada onde a sinergia das cores flui por entre nossas apostas em tendências, desde os tons aerados e bem iluminados até os tons explosivos e brilhantes, levando a harmonias de cores únicas e diversificadas que contam a história da nossa cultura global. Uma estação onde vemos a criatividade desabrochar. Junte-se à evolução da cor! Pantone

Das escolhidas, o Niagara 17-4123, um azul tipo denim, deverá se destacar como o tom predominante:

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Bom, e na prática, o que muda?

Para nós, consumidoras conscientes, não muda quase nada. Tirando o inegável fato que as indústrias têxtil e de Moda irão focar nessas cores e que, portanto, se tivermos que comprar algo semestre que vem vamos vê-las em muitíssimas vitrines, não há maiores alterações de guarda-roupas.

Até porque cor é um conceito muito particular e não adianta estar na moda um “rose quartz” ou um “pale dogwood”: se esse tom não fica bem na nossa pele ( o/ ), não faz sentido comprá-lo.

A paleta em foco, no entanto, é bem democrática: azul denim, um azul mais escuro, um verde militar, um laranja e rosa fortes – cores fáceis de encontrarmos em nosso armário hoje, não é?

E acho que o mais importante já aprendemos nos nossos +50 anos: a gente tem que vestir o que nos dá prazer, o que fica bem, conforme nosso estilo próprio, e não há qualquer obrigatoriedade de se seguir “moda”.

Apesar disso, é interessante sabermos de antemão o que vai bombar nas vitrines, até para nos atualizarmos dentro de nosso próprio guarda-roupas. Sabe aquela parca militar que está meio aposentada? Hora de tirá-la do armário pois a cor está na moda e o modelo também. Para isso servem as informações: para fazermos boas escolhas dentro do que já temos. [Ou em uma comprinha básica também, por que não, né?]  😉

A todas, boas escolhas!

 

P.S. de dezembro/16

A Pantone anunciou a cor do ano de 2017 como a PANTONE 15-0343, intitulada Greenery. O tom verde/amarelo picante é um tom de folhagem, de refrescância.

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Você, gosta? Eu não curto muito esse verde-amarelado…

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Sobre todas nós

Hoje faz uma semana que conseguimos colocar este blog funcionando, e um pouco para comemorar, um pouco para conversar sobre ele, nós três, que nos aventuramos nessa empreitada, saímos para almoçar.

Um encontro entre amigas é sempre algo muito interessante; os assuntos pipocam e estouram feito milho em óleo quente, um atrás do outro, ao som de muitas risadas e com um jeito de travessura. Falamos de tudo um pouco, desde relembrar coisas que fizemos no decorrer da vida (a maioria delas engraçada, claro) até o que estamos vivenciando hoje, nesta estação da maturidade.

Ao escrever isso vem um verso de Caetano: “Não me venha falar na malícia de toda mulher, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sabem de uma coisa? A delicia é maior do que a dor, infinitamente maior!! Nós mulheres aprendemos desde muito cedo que a sensibilidade é uma vantagem porque ela nos possibilita adentrar no universo dos relacionamentos como quem mergulha no mar num dia quente, cheias de vontade, alegria e prazer.

E na medida em que o tempo passa e vamos nos libertando dos afazeres em excesso, maior ainda é a vontade de mergulhar.

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Cada fase da vida tem seu custo e seu encanto; se por um lado não temos mais aquele corpinho de dar inveja e, como bem escreveu Rubem Alves, a quantidade de jabuticabas que já comemos é maior do que as que ainda restam na bacia, por outro vivemos um momento onde já não se faz importante provar a nós mesmas ou a quem quer que seja, quem somos. Disso já temos vaga ideia… Nossas carreiras já estão consolidadas, nossos filhos cresceram e não somos mais imprescindíveis, conseguimos sair de casa mesmo que o cabelo não esteja impecavelmente arrumado e somos até capazes de aceitar um convite para um encontro de última hora com amigos queridos mesmo sem termos ido à manicure, não é fantástico isso?

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A vida sempre vale a pena, e a maturidade traz de presente para nós um olhar mais tranquilo e mais seguro em relação à vida, afinal já atravessamos tantas tempestades e sobrevivemos a todas elas… e melhor ainda, já sabemos que o amanhecer do dia seguinte é um espetáculo imperdível, cheio de cores, ensolarado como nunca!

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A palavra Corpo

Quando leio a palavra “Corpo” em alguma mídia feminina, é inevitável pensar imediatamente na última dieta da moda, em fotos de mulheres com barriga negativa, em cremes para tratamento da pele. Não é “desse” corpo que quero falar aqui. A magreza, o corpo dito perfeito, conceitos que nos são impostos, desfilando na rua ou nas passarelas, podem ocupar as páginas de revistas. Aqui, vamos ser mais livres.

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Quando penso em corpo, qualquer que seja qual sua forma e tamanho, penso no cuidado que devemos dedicar a ele, amorosamente, respeitando necessidades e limites. Afinal, vamos juntos pela vida afora. E quando penso em alimentação, penso em saúde, em nutrir para ter energia, para poder caminhar plenamente, estar no mundo.

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Desde sempre a correlação entre estados emocionais e bem-estar físico me fascina. Corpo, para mim, rima com alma. Não tem como separar.

A gente adoece de tristeza, emagrece quando se separa, irradia luz quando está apaixonada, exprime doçura e bondade através dos olhos. A gente descobre uma força desconhecida quando tem que enfrentar sozinha uma dificuldade, rejuvenesce depois de uma sessão de risadas com as amigas, encolhe quando briga com o filho.

É fácil saber quem é o líder de um grupo: basta olhar a postura. Quem ocupa mais espaço? Quem se retrai? Inconscientemente, todos nós fazemos leituras corporais. O corpo revela.

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Mas, e o que ele esconde? Quais memórias estão guardadas na nossa musculatura? E quais movimentos libertam? Acredito que a harmonia interna passe pela sintonia entre esses dois canais: emoção-pensamento e corpo físico. E sobre isso há muito a ser dito. Vamos caminhar juntas?

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