O que é adequado vestir aos 50′?

Quando fiz uns 45 anos comecei a me preocupar muito com o que eu deveria passar a vestir. “Será que esta roupa está adequada à idade? Será que eu deveria parar de usar esse tipo de estampa?” – e por aí afora. E o que eu encontrei para ler foram regras e mais regras a serem seguidas, todas muito limitantes:

Não pode mais usar saia curta. Não pode deixar os braços de fora. Não pode usar roupa justa. Nada de muita pele aparecendo. Etc, etc…

Você também já se deparou com isso?

Fato é que essa noção de “pode-não pode” é muito limitante e muito errada. Depois de tanto tempo escrevendo sobre Moda (blogo desde 2011) posso lhe dizer que os posts que vão ditar regras continuarão a ser muitos, mas você não deve acreditar neles.

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Agora estamos em um período de emancipação das noções restritas. Podemos olhar para fora dessa caixinha e dizer claramente que somos donas do nosso nariz e, por isso, nós que decidimos o que vamos ou não usar. Quer melhor exemplos que as divas do blog Advanced Style? [todas as fotos deste post são dele]

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Aí você me pergunta: Mas não há regra nenhuma?? Não, amiga, não há. Vale o que lhe fizer sentir bem. A vida é muito curta para a gente não se divertir com o vestir. E todo dia é uma nova oportunidade para você sair com sua cor favorita, seu sapato preferido e o modelo de roupa que mais lhe agradar.

Então… Vamos aproveitar a liberdade?

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Empoderamento

Vocês já repararam que o modismo não se restringe a um determinado aspecto do comportamento humano como, por exemplo, a maneira de se vestir, mas é muito mais abrangente e abarca usos e costumes, inclusive na linguagem falada e escrita? Pois é, é exatamente o que está acontecendo com a palavra empoderamento.

Cada vez que surge um modismo parece tratar-se de uma novidade, mas, via de regra, não é assim. Muitas vezes é só uma roupagem diferente para alguma coisa que de nova não tem nada, mas é válido quando nos dá a possibilidade de resignificar uma ideia, tornando-a inclusive mais forte.

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O que mais se ouve e se lê atualmente é sobre o empoderamento da mulher, como se tivéssemos recém descoberto um poder que vem de fora, da sociedade, e que é dado às mulheres como um presente ou uma maneira de reconhecimento do seu valor. Aliás, um dos significados que o dicionário traz é a “socialização do poder entre os cidadãos, inclusão social e exercício da cidadania”. Mas Paulo Freire, um dos principais educadores brasileiros, traduziu o termo empowerment para o português como sendo “a capacidade do indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”.

Podemos pensar que empoderar-se é um processo de emancipação, de libertação dos parâmetros que restringem, limitam, cerceiam, tanto externos quanto os internalizados. É aventurar-se dentro de si mesmo como quem parte para uma expedição e descobrir os próprios recursos, potenciais, atributos; e a partir dessa descoberta, assumi-los plenamente. Não há melhor escolha a se fazer do que assumir ser quem se é, desfazendo-se dos personagens vitimizados que acabamos encenando durante a vida.

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Na estação da maturidade descobrimos a força da mulher sábia que habita em nós, o poder que ficou oculto sob o véu da repressão, da opressão, da depressão; o poder que tantas vezes delegamos ao outro, invejamos no outro, desejamos do outro, como se nós não o carregássemos no ventre, na alma, no coração.

O poder está em nós, e esse poder é o elemento de transmutação da vida passiva para a ativa, da vida lamentada para a desejada, a ponte que nos faz partir da dor em direção ao prazer. Esse poder é um direito, uma conquista e uma responsabilidade que temos em relação a como vamos transitar por este planeta enquanto estivermos por aqui. É através desse exercício que mudamos de lugar, abandonamos a plateia e subimos ao palco para sermos a protagonista da nossa vida!!

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Yoga

Sou praticante de yoga desde 1997. E hoje, mexendo em meu armário, encontrei vários livros teóricos sobre essa prática. Pois, na verdade, yoga não é apenas uma atividade física, mas uma disciplina, um modo de estar no mundo. Você percebe o corpo, espaço onde se dá nossa experiência, para perceber a mente.

Você sabia que o objetivo inicial do yoga é atingir a iluminação? Surgiu aproximadamente em 2000 AC, mas só foi sistematizado bem mais tarde (400-200 AC), pelo erudito indiano Patânjali que reuniu e classificou uma série de práticas ascéticas e técnicas contemplativas que existiam na Índia desde tempos imemoriais e estabeleceu uma fundamentação teórica. Seu livro, o Yoga Sutra, é a base filosófica do yoga que conhecemos.

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Os “asanas” ou posturas e os “pranayamas”, exercícios respiratórios, atuam no sentido de nos revitalizar e nos dar energia e calma para agir… ao invés de reagir impulsivamente diante de cada contrariedade.

Em cada “asana” os conceitos de estabilidade, permanência e conforto têm como objetivo fazer cessar toda agitação mental. Através de uma postura confortável, estável, busca-se acordar os canais de contato com o Eu Superior.

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Yoga significa União. A saúde, a concentração são alguns dos benefícios trazidos pela prática. Mas, o que é importante é fazer a União entre essa postura corporal e nossa postura no mundo. Esses benefícios podem se estender ao nosso cotidiano através de maior intelecção, ânimo, disposição e talvez um uso mais sábio do nosso tempo e do nosso espaço. A Terra agradece. E as pessoas com quem nos relacionamos também.

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As cores de 2017

Todos os anos (desde 2000) a Pantone – empresa referência mundial em matéria de estudo de cores – divulga os tons que tenderão a ser amplamente utilizados a cada nova temporada. A definição da Cor do Ano influencia diretamente o desenvolvimento de produtos por indústrias, embalagens, design gráfico, casa e, claro, a Moda.

Sobre a cor do pantone do Ano

A seleção da Cor do Ano exige uma análise cuidadosa e, para chegar a esta definição, a Pantone literalmente varre o mundo à procura de influências de cor que sejam significativas. Isso pode incluir a indústria do entretenimento e dos filmes que estão em produção neste momento, coleções de arte em deslocamento pelo mundo, novos artistas influentes, destinos bacanas de viagem e outras variáveis sócio-econômicas. Influências também podem decorrer de um aumento da tecnologia, da disponibilidade de novas texturas e efeitos que terão impacto na cor, e até mesmo de eventos esportivos que capturem a atenção mundial. Pantone

Era usual a escolha de um só tom como base para um determinado ano, seguido de uma cartela de cores afins. Tivemos o Orchid Radiant em 2014 e o Marsala em 2015. Este ano de 2016 eles inovaram e pela primeira vez escolheram duas cores bases, que tenho certeza você está vendo aos montes das lojas: o Rose Quartz e o azul Serenity.

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Para dominar a moda Primavera Verão 2017 (do hemisfério norte, bem entendido) a Pantone anunciou uma cartela de 10 tendências:

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Primavera / Verão de 2017; uma estação onde a cor evolui, distanciando-se de regras exigentes e ficando acessível à sensibilidade e soluções para novas necessidade de cores. Uma temporada onde a sinergia das cores flui por entre nossas apostas em tendências, desde os tons aerados e bem iluminados até os tons explosivos e brilhantes, levando a harmonias de cores únicas e diversificadas que contam a história da nossa cultura global. Uma estação onde vemos a criatividade desabrochar. Junte-se à evolução da cor! Pantone

Das escolhidas, o Niagara 17-4123, um azul tipo denim, deverá se destacar como o tom predominante:

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Bom, e na prática, o que muda?

Para nós, consumidoras conscientes, não muda quase nada. Tirando o inegável fato que as indústrias têxtil e de Moda irão focar nessas cores e que, portanto, se tivermos que comprar algo semestre que vem vamos vê-las em muitíssimas vitrines, não há maiores alterações de guarda-roupas.

Até porque cor é um conceito muito particular e não adianta estar na moda um “rose quartz” ou um “pale dogwood”: se esse tom não fica bem na nossa pele ( o/ ), não faz sentido comprá-lo.

A paleta em foco, no entanto, é bem democrática: azul denim, um azul mais escuro, um verde militar, um laranja e rosa fortes – cores fáceis de encontrarmos em nosso armário hoje, não é?

E acho que o mais importante já aprendemos nos nossos +50 anos: a gente tem que vestir o que nos dá prazer, o que fica bem, conforme nosso estilo próprio, e não há qualquer obrigatoriedade de se seguir “moda”.

Apesar disso, é interessante sabermos de antemão o que vai bombar nas vitrines, até para nos atualizarmos dentro de nosso próprio guarda-roupas. Sabe aquela parca militar que está meio aposentada? Hora de tirá-la do armário pois a cor está na moda e o modelo também. Para isso servem as informações: para fazermos boas escolhas dentro do que já temos. [Ou em uma comprinha básica também, por que não, né?]  😉

A todas, boas escolhas!

 

P.S. de dezembro/16

A Pantone anunciou a cor do ano de 2017 como a PANTONE 15-0343, intitulada Greenery. O tom verde/amarelo picante é um tom de folhagem, de refrescância.

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Você, gosta? Eu não curto muito esse verde-amarelado…

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Sobre todas nós

Hoje faz uma semana que conseguimos colocar este blog funcionando, e um pouco para comemorar, um pouco para conversar sobre ele, nós três, que nos aventuramos nessa empreitada, saímos para almoçar.

Um encontro entre amigas é sempre algo muito interessante; os assuntos pipocam e estouram feito milho em óleo quente, um atrás do outro, ao som de muitas risadas e com um jeito de travessura. Falamos de tudo um pouco, desde relembrar coisas que fizemos no decorrer da vida (a maioria delas engraçada, claro) até o que estamos vivenciando hoje, nesta estação da maturidade.

Ao escrever isso vem um verso de Caetano: “Não me venha falar na malícia de toda mulher, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sabem de uma coisa? A delicia é maior do que a dor, infinitamente maior!! Nós mulheres aprendemos desde muito cedo que a sensibilidade é uma vantagem porque ela nos possibilita adentrar no universo dos relacionamentos como quem mergulha no mar num dia quente, cheias de vontade, alegria e prazer.

E na medida em que o tempo passa e vamos nos libertando dos afazeres em excesso, maior ainda é a vontade de mergulhar.

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Cada fase da vida tem seu custo e seu encanto; se por um lado não temos mais aquele corpinho de dar inveja e, como bem escreveu Rubem Alves, a quantidade de jabuticabas que já comemos é maior do que as que ainda restam na bacia, por outro vivemos um momento onde já não se faz importante provar a nós mesmas ou a quem quer que seja, quem somos. Disso já temos vaga ideia… Nossas carreiras já estão consolidadas, nossos filhos cresceram e não somos mais imprescindíveis, conseguimos sair de casa mesmo que o cabelo não esteja impecavelmente arrumado e somos até capazes de aceitar um convite para um encontro de última hora com amigos queridos mesmo sem termos ido à manicure, não é fantástico isso?

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A vida sempre vale a pena, e a maturidade traz de presente para nós um olhar mais tranquilo e mais seguro em relação à vida, afinal já atravessamos tantas tempestades e sobrevivemos a todas elas… e melhor ainda, já sabemos que o amanhecer do dia seguinte é um espetáculo imperdível, cheio de cores, ensolarado como nunca!

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